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Terça-feira, Novembro 21, 2006
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Domingo, Outubro 15, 2006
Tutty Vasquez vem sendo sintomaticamente esculhambado pelos seus leitores do no mínimo. Também... vai meter a mão em vespeiro, dá é nisso. Tutty, fica na tua, sigas o conselho lexiano. E vás tratar dos bistrôs do Leblon, vai, amado. Dá mais ibope. E assim arranja-se quem menos te leia e mais entenda de manter o nada do saber. Entendeste, Tutty querido?
Miss_Lex ® mal havia se despedido de seu amiguinho de priscas eras, o agora espadaúdo Pinochio - dele dizem que fará teste para Malhação, está um pitéu o rapazito! - quando deparou-se com o programa eleitoral de Geraldo Alckmin. Gegê dizia mais ou menos assim:
"Eu sou médico. E vou levar médico para toda a população. "
Pausa impactante
"Médico do coração, médico pra cuidar da vista e blábláblá..."
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Segunda-feira, Outubro 02, 2006
Vejam como é a vida. Os cariocas são rancorosos e não elegeram um só dos envolvidos no mensalão ou sanguessuga. Já os paulistas, reelegeram todos. Diante disso, Miss_Lex ® tem uma constatação: os paulistas e os paulistanos sabem perdoar, os cariocas não. Por isso, os paulistas e paulistanos são bonzinhos. E os cariocas, malvados. Tão malvados que duvido fossem capazes de eleger Maluf e ou Clodovil! Oh, gente horrorosa estes eleitores ineptos do Rio, humpft!
Ah, sim! Os alagoanos são muito bonzinhos também. Deram a Collor o que criam ser de Collor: o Senado. Uns Brutus do resto do país...
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Domingo, Outubro 01, 2006
Caríssimos, meu cavalo baixou em mim. Pediu-me que psicografasse essa sua Carta à Nação. Ouça-mo-la:
" "Poderei parecer panfletário, mas serei livre
para dizer exatamente aquilo que penso."
Fiodor Mikhailovitch Dostoievski
Peço licença para dizer umas coisas que não são de minha alçada - aliás, quais serão de? - e sobre quais não tenho muito tato ou experiência para discutir. Porém, o momento é oportuno, e atire-me a primeira pedra aquele que não ousou dar seus pitacos no imbróglio lulo-petista, já me apropriando da expressão de Clóvis Rossi. [Neologismo este que causou à Folha, jornal que abriga seus artigos, um pedido de resposta pelo Partido dos Trabalhadores - mas que ignoro o andamento porque hoje eu não li os jornais: estava eu mui preocupada em observar que meu voto para governador resvalava na direita, e que serviria para fortalecer o PFL nesse Rio de Janeiro de meudeus. Denise Frossard, a candidata-magistrada, é apoiada integral e peremptoriamente por um comunista arrependido, César Maia, o ex-prefeito maluquinho, do PFL. Ex-prefeito sim, porque agora ele é ex tudo: esquecido da cidade, esmolento com o PAN, esbagaçada figura para a classe mérdia que o elegeu, esbandalhada liderança política, enfim, cada vez mais escrota persona - perdoem-me o vocabulário!]
Essa loucura toda em que se meteu o PT fez de meus botões Sócios Conselheiros e, juntos, debatemos algumas questões.
É sabido e certo que, à la Paulo Betti, é imperioso, em algumas ocasiões, meter as mãos em substâncias excrementícias no fazer político. O vocábulo política, antes de tudo, por derivação, no sentido figurado, de acordo com Houaiss, significa astúcia, maquiavelismo no processo de obtenção de alguma coisa. O significado é auto-explicativo, não? Só que o lance do PT é outro. Ou eles não sabem fazer a coisa direitinho - e aqui não reside o pensamento do rouba, mas faz - ou crêem ter descoberto a pólvora e estão inaugurando a série Falcatruas na Política, em breve num cinema perto de você.
Lula, por não ter a maioria no Congresso, teve de submeter-se àquelas figuras espúrias e nossas velhas conhecidas, esse blá-blá-blá todo que já sabemos. Mas precisava ser tão coleguinha assim? Colocar a mão no fogo por Jefferson - conhecido no Rio de Janeiro, e mais especificamente em Petrópolis, pelas suas falcatruas e clientelismo? Abraçar Jader Barbalho? Irmanar-se com P-L, P-F-L e Porra-de-Direita-Qualquer a ponto disto causar-lhe uma simbiose no pensamento reaça-liberal? Olha, eu acho que Lulla não perdeu foi dedo nenhum na prensa: em sua época de sindicalista, punha tanto a mão no fogo por seus companheiros que acabou torrando o mínimo, sabe?
Porque, se formos analisar essas bacafuzadas todas do PT, vamos observar que são sempre as mesmas personagens, e que os fatos estão todos estão interligados. O Freud é amigo do Delúbio, que é cupincha do Dirceu, que é chapa do Lorenzetti, que é apaniguado do Lula, que é epígono do FHC, que odeia o Serra - essa quadrilha estava por demais amorosa - que precedeu Barjas Negri, que fazia negócios com os Vedoin, que era merecedor de grana do Gedimar, que é assim-assim com o Berzoini, que é louco pelo Lulla, que ama a Isto é, que era do Mino carta, que é do Lulla, que...chega! E é por aí que vai. Fecham-se os enredos das histórias sempre com e no mesmo núcleo.
Com isso tudo, as opções de pensamento que nos restam, a mim e aos meus botões, é que, ou o PT é muito ingênuo e é sujo, e não está sabendo fazer as imundícies corretamente, mas vai chegar lá, ou não é ingênuo nada e é sujo e sempre trapalhadas fez, mas de modo velado, ou o PT é limpo e está em crise, está a lhe doer o sair da adolescência para encarar a vida adulta, e que, mais cedo ou menos tarde, há-de recuperar-se. O difícil será nós, desgraçados mortais brasileiros, nos recobrarmos desta coisa toda.
Meus botões insistem em pegar um avião. Mas eu fico. Eu fico, caríssimos!"
Ass: O cavalinho de Miss_Lex ®.
ps: Cabe ressaltar que meu cavalo nunca teve ligações petistas ou sentiu-se muito à vontade em ambientes estrelados, uma vez que a corrente que lhe inspirava maior simpatia era a Democracia Socialista - da qual fez parte, HH, Babá, Luciana G. e outros menos votados e que acabaram por ser expulsos do partido. E a DS nunca foi vista com bons olhos pelo grupo que está no poder. O lance que lhe dói é assistir as lágrimas nos olhos dos seus dignos companheiros petistas de fé...
Osculando-vos com dez dedos, despeço-me.
Adeus,
Miss_Lex ®
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Sábado, Setembro 23, 2006
Caríssimos, este post tem um olhar de ressaca.
Miss_Lex ® abandona momentaneamente sua labuta, sua faina, seu quefazer, seu laborão, enfim, suas atividades farfuncionais.
Lançar-vos-ei duas questões.
A) Um candidato que tem no conselho político de sua campanha o companheiro Jader Barbalho, pode ser confiável?
B) Vossas Leitorias teriam mo rol de amigos quaisquer uma das biscas abaixo?
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Companheiro Walzinho |
Companheiro Fróidinho |
E é por isso que este post tem um quê de vaga que arrebata as gentes. Miss_Lex ® capitulou e desiste de vez do Prizidenti Lulla.
Osculando-vos, despeço-me com a promessa de breve regresso.
Adeus,
Miss_Lex ®.
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Quinta-feira, Julho 06, 2006
_Lex ®?
_Blatter?
_Miss, por que fizeste isso?
_Isso o quê, Blablá?
_Ora, contaste tudo para eles. E também para o Ubaldo!
_Blatter, eu não suporto injúrias, calúnias e armações e quetais. Era meu dever!
_Miss_Lex ®, minha amada Miss, eu pedi tanto...
_Blablá, não perca mais seu tempo nesta ligação. Não tolerarei mais suas lamúrias. Passar bem...
_Miss! Um momento, por favor...
_Blatter do meu cuore, deixa-me!
_Lex ®, estava tudo arranjado. Você não imagina o trabalhão que me deu ter de arrumar tudo assim, em cima da hora. Tive de cometer um galicismo, meu abajur! Ainda é a Adidas, mas agora na figura da França, entende? E, como se não bastasse você e João Ubaldo Ribeiro, ainda teve seu amigo Thiago revelando tudo o que se passou no vestiário da Seleção Brasileira, oh my!
_Blatter, era o que eu queria. Estou criptografando nossa conversa. Enquanto esta se desenrola, automaticamente vai sendo transcrita para o blog do meu castelo-farmácia. Sua farsa está novamente sob nossas vistas. Passar bem. Lembranças ao Batman...
_Batman?
_Leia Roberto Carlos, o homem da máscara de ferro e que de tudo sempre soube!
_Miss, eu...tu tu tu...
E foi assim que dei por fim esta ligação internacional. Diante da elucidação do crime, Miss_Lex ® mais inteligente do que o delegado Gilberto Palmeira, belissimamente, encerra sua participação Copeira. Cansei. Viro cozinheira.
ps: Transcrevo aqui excerto da crônica de Juanito Ubaldito Ribeirito que, n'O Globo, diz a seus leitores exatamente o que lhes contei aqui. Blatter, de fato, desconhece minhas ligações no mundo fardônico literário...
[...]
Mas vou dizendo o que tenho quase certeza de que vai acontecer, já que pertenço ao desacreditado grupo que acha que não foi por acaso que a equipe canalhinha jogou como se tivessem posto Lexotan na água que ela bebeu aqui, nem tampouco acha que a escalação ou substituição de certos jogadores foi por acaso. Claro, não tenho prova nenhuma disso, é só na base do achismo mesmo. Acho que, no Brasil, ainda é permitido achar alguma coisa. Por não ter a mínima prova e somente evidências subjetivas, minhas e de outros que pensam como eu, não afirmo, até porque não quero ser processado, como tem andado cada vez mais na moda.
Neste belo meio-dia de sol, estou cantando o que vai dar no jogo de hoje (ontem para vocês). A Alemanha vai ganhar da Itália (talvez haja uma prorrogaçãozinha, para dar graça) e, no dia seguinte, Portugal só ganha da França no tapa - não literalmente, é claro, mas com a raça, coragem e determinação que já demonstrou. É que acredito que esta Copa está prontinha para os anfitriões, não por artes deles próprios, que até têm um bom time, mas por interesses maiores, que não tenho condições de expor aqui. E Portugal não é bem considerado Europa ainda, com a séria agravante de que tem um pouco de sangue mouro e isto não é bom, mesmo para quem leu aquelas hipócritas, embora talvez meritórias, declarações contra o racismo.
Para começar, ao contrário da seleção canalhinha, Portugal, além de ter recuperado um ou dois titulares importantes, vai marcar Zidane, coisa não feita pelos nossos briosos rapazes. Mas vai ter que brigar muito para ganhar. Já a Alemanha está designada para ganhar mesmo e até não será muito injusto, só que - ainda na base do achismo - já está resolvido. Depois vocês podem me gozar à vontade, se acabo de errar, no todo ou em parte.
João Ubaldo Ribeiro, O GLOBO - 05/0/2006.
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Terça-feira, Julho 04, 2006
Caríssimos:
Encerrando minha participação Copística, uma vez que esta pelota foi cantada há muito para esta Miss, deixo aqui a colocação das seleções participantes desta última fase do Campeonato da Comadre Fifa. E não errarei, caríssimos, não errarei. Rumai-vos à Bolsa de Apostas da Farmácia e apostem vossos últimos vinténs. Sairão todos miliardários, minha bolsa é grande, caríssimos.
Se esta Miss vos apresentar o resultado errado, o fato se dará tão somente por que o camarada Blatter resolveu atender aos pedidos desta nobre representante do mundo bloguístico, e que fala por seu cavalo escoiçudo que não pára de atormentar seus amigos com estas teorias injustamente classificadas de canábicas, ohmygod, godinho, godão!
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Domingo, Julho 02, 2006
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Sexta-feira, Junho 30, 2006
Caríssimos:
Percebeis vós que tudo está a caminhar como o esperado? Que a derrota parcial nos primeiros minutos prestou-se como um elemento incentivador das massas torcedo-adidáticas germânicas? Que a prorrogação deveria ser mantida empatada para que a grande Alemanha elegesse o seu goleiro o melhor do jogo? Que a euforia - leia-se histeria - seria muito maior se a vitória alemã se desse nos pênaltis? Que os argentinos choraram feito bezerritos desmamaditos, ainda que participantes de todo o esquema? [E que o fato, confesso-vos, foi um tremendo espetáculo dentro do espetáculo jogal!]
[Miss_Lex ®, percebitiva como sempre, não pôde deixar de notar a cara de contragosto do guapito que cobrou a segunda penalidade hermânica. Ele já de tudo sabia, caríssimos. Assistam ao replay, queridos, e observem a carita tristita do rapazito...]
Ora, pois! Aí está! Vês que tudo caminha para que os louros da vitória, sejam apresentados ao mundo copístico por Ballack, o novo amor de Miss_Lex ®? [Adeus, Tranquilo, adeus...] Vês que Miss_Lex ® não erra, não mente e jamais há-de falhar-vos, queridos? Pois sigam a Inglaterra e façam suas apostas: Alemanha, a campeã da Copa Fifática de 2006! Quero divisão nos lucros, informo-vos.
[Consultas com Mãe Miss_Lex ® na promoção. Não cobro por consulta e trabalho feito, pois que é Aianã que os executa. Combinem quantias com ela. Em Euros. Estamos em época européia. Ê ê !!]
Adendo: há uma teoria de minha Mestra que a Seleção do Parreira passa pela Seleção de Zidane - eleito por Chinaski, minha cara amiga, o craque do belo nesta Copa - e chegará à final contra a Alemanha. Miss_Lex ® não discorda. Tampouco concorda. Muito pêlo ao contrário...
[Aianã, traga-me a pinça de sobrancelhas!]
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Terça-feira, Junho 27, 2006
Tranquillo Barnetta nasceu no dia 22 de maio de 1985, em St. Gallen, Suiça, bem ao lado deste castelinho-farmácia, caríssimos. Com 1,76 m de altura e 62 quilos, é todo bem azeitadinho, como sói ser um bom rapaz. Joga a Bundesliga, uia!, pelo Bayer 04 Leverkusen.
Oh, Miss_Lex ® apaixonou-se por esta gracinha desclassificada por aqueles cossacos maus. [Ah, não são cossacos? Oh, é tudo tão confuso lá pelos Urais... Anh? Não tem Urais? Oh, mys sais...]
Sem Tranquilinho, esta Copa não mais tem o mesmo sabor. Já me privaram dos polacos maravilhosos, e agora, sem meu bibelô suiço, nada mais há a fazer defronte à minha fantástica tela plasmática de 650 pegadas.
[Polegadas? Que polegadas o quê, Aianã! É PEGADAS mesmo! Miss_Lex ® é milionária, tem lá TV de medidas mínimas, ora, ora?! Humpft!]
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Segunda-feira, Junho 26, 2006
Os caríssimos sabiam que reza no contrato de Van Basten, treinador da equipa da Holanda, a obrigatoriedade de manter seus comandados jogando sempre no ataque? Deve ser por isso que os jogadores, feito mouros, lançaram-se em batalha campal contra os lusos e levaram a pior. Confudiram boxe com soccer...
[Mas convenhamos que os cabrões portucalenses em nada ficaram a dever em matéria de pancadaria. Ah, sim, o técnico de Portugal é um guapão alcunhado por Felipão. Tudo se explica agora...]
Os caríssimos sabiam que a equipa italiana é chamada de Azzurra e que tem sua cor de camisa em tom celestial em razão de homenagem à Casa de Savóia, a família real italiana, destronada em 1946, após a 2ª Guerra Mundial e que utilizava o azul - azzurro em italiano, Miss_Lex ®, troglodita - como cor oficial?
Os caríssimos sabiam que Benjamim Franklin, trabalhador da energia elétrica, tem em seu rol de inventos as lentes bifocais, a cadeira de balanço e o carro lança-águas utilizado pelo Corpo de Bombeiros e que o guapinho foi autor de "O Sermão do Pai Abraão", que hoje é considerado como o texto mais famoso da literatura da America colonial? [Que é, como diria minha dileta discípula Narcisa, uma loucura de leitura! É de fazer suar até os cotovelos...]
Os caríssimos atinam que esta farmácia está pondo a perder vosso precioso tempo?
Oh, meupaidocéu!
Osculando-vos deveras, despeço-me.
Adeus,
Miss_Lex ®.
[Aianã, traga minha lingerie de Nova Friburgo vermelha. Tenho ganas de assistir a este jogo to-di-nha de rubro!]
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Domingo, Junho 18, 2006
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Quinta-feira, Junho 15, 2006
Ronaldo disse que não está em seu manual a obrigação de jogar bem sempre. Ah, está sim, meu fofo, porque na cartilha em tu rezas, todos sabemos que és é peça fundamental. Sem ti, o mito, a engrenagem emperra.
Mas seu contrato é vitalício. Peraí! Mas vitalício até quando, cara-pálida? Olha que até o nome o guapo já perdeu e Robinho vem aí...
E o mais incrível é que no manual do meu cavalo esteja a cláusula, em letras garrafais, que o obriga a milionarizar-se - para ser respeitado - recebendo a espetacular quantia de 300 reais por mês.
Tempos estranhos...
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Quarta-feira, Junho 14, 2006
Você sabia que o grito de olé da torcida surgiu no Brasil, na Copa de 1950, numa partida entre a seleção canarinho e a seleção espanhola? Os jogadores brasileiros tocavam a bola uns para os outros sem que houvesse intervenção dos adversários, já nos estertores da partida, onde nossa seleção deu um chuá na Espanha. E então, a torcida, delirante e sagaz como sempre, remedando os "Fúria" com as touradas, bradava o grito de olé!, a cada passe sucessivo em que a pelota ia redondinha de pé em pé patrício.
Você sabia que a seleção da Croácia é patrocinada por 20 empresas que vão desde vinícolas até a empresa produtora de sementes? Deve ser por isso que o técnico deles lhes recomenda que comam a grama nesta Copa. Sem graça a piada, né?
Você sabia que no Irã a gasolina é subsidiada pelo Estado e custa 20 centavos de dólar o litro? Sabia? Pois é, eu não sabia. E o que tem a ver este você sabia com a Copa? Nada, ora pois. Eu só queria dizer que agora sei que a gasolina no Irã é subsidiada pelo Estado e que custa 20 centavos de dólar o litro. Pronto: falei duas vezes!
Você sabia que as chuteiras foram inventadas pelo alemão Adolph Dassler em 1929? Adolph, cujo apelido era Adi, foi o fundador da empresa que mais tarde, em 1948, vai se tornar a Adidas: Adi+ Das = Adidas. Mas este "invento" foi baseado na idéia - patenteada, é bom que se diga - de um outro alemão que projetara um tênis com escamas de peixe fincadas na ponta a fim de dar maior estabilidade e facilitar o domínio da bola para os jogadores no gramado. Legal, né? Tsc, que tragédia viver num mundo onde um compatriota rouba a idéia do outro na maior cara dura! Ainda bem que já parti desta esfera há muito...
Você sabia que o Brasil não vai ser campeão em 2006? Não? Ah, eu sabia. E que não venham me dizer que, quando o retorno dos mercenários der, foi por agouro meu, peloamordedeus!
Você sabia que a música tema escolhida pelo técnico Parreira para a seleção é Epitáfio do grupo de rock(?) Titãs? Preciso dizer mais alguma coisa?
[Viram, viram? Foi só Gordonaldo falar mal da Nike que até a torcida o vaiou quando este foi sacado do time. Depois dizem pela aí que a Miss aqui está doida. E os caríssimos observaram que o único jogador a fazer gol no jogo de ontem foi o Kaká, que é patrocinado pela Adidas? Só ele estava autorizado. Algo há, algo há...]
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Terça-feira, Junho 13, 2006
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Segunda-feira, Junho 12, 2006
Caríssimos:
Eis-me de volta. Cansei de comer osller's. Meu lugar é aqui, junto a vós. E qual é minha surpresa quando ao chegar em meu castelo-farmácia, mal piso meus apoesentos lexicais, um rugido apavorante entranha-me os ouvidos:
MEEEEEEEENGOOOOOÔ!
Interpelo Aianã, que estava como que vitrificada em frente da TV - informo-vos que minha aia vive e respira Copa do Mundo 24 horas por dia - a respeito do brado e ao que ela me responde:
_Jogo do japão, Miss....
Pergunto-lhe:
_Sim, e daí?
_Daí que o Zico é o treinador da seleção nipônica...
_Sim, e daí?
_Daí que os flamenguistas estão a representar-se nesta seleção.
_Sim, e daí?, insisto.
_E daí nada, Miss!
E constato que não é nada mesmo. E daí que o Zico é o coach da seleção da terra do sol nascente? Oh, my, o futebol...
Pois ontem mesmo, num desses estranhos fenômenos que causa o esporte bretão na cabeça do torcedor, ontem assisti a uma discussão para lá de acalorada entre um brasileiro, que defendia a seleção de Portugal - que não jogou nada, assim me informou Aianã, Miss_Lex ® desconhece os ritos do futebol, os caríssimos bem o sabem - e um angolano. O brasileiro, de camisola vinhática-portucalense, por pouco não engoliu o pobre do angolano que ousou manifestar-se num ataque da seleção de Angola, vítima por mais de anos do jugo português.
A turma do deixa-disso-mas-vamos-ver-se- vai-rolar-pancadaria,-espera-um-pouco teve de intervir. Um brasileiro mais, digamos, consciente, argumentando com seu companheiro encrenqueiro, tentou finalizar a contenda proferindo a seguinte frase:
_Pô, mermão, tem Ronaldinho lá? Tem verde e amarelo? Então deixa esses manés pra lá...
Ao que o companheiro exaltado responde:
_Pô, portugal é o Brasil, mermão!! Tem o Felipão, o Deco e tem Portugal, né? Portugal é como se fosse o Brasil!
Ao que eu, mui entredentes, estava desacompanhada de meus seguranças durante passeio pelos jardins do Palácio do Catete, terra de Gegê de Virgínia, ousei sussurrar: "D. João VI que o diga..."
E daí?, perguntam-se vós. E daí nada, como diria Aianã. Mas os fatos servem para ilustrar o porquê desta Miss simplesmente ter verdadeiras crises alérgicas quando se fala em soccer. Oh, my...
Mas, a respeito da peleja nipo-australiana, confesso que, em determinado momento, numa situação de escanteio, a magistral camêra alemã focaliza do alto os jogadores perfilados a espera da cobrança, noto que o time japonês mais parecia uma equipe formada por playmobil's tamanho era o disparate de altura dos jogadores. E os bravos japoneses ainda tentavam, inultimente, permitam-me o comentário, cabecear a bola para lá e cá. Oh, Davi contra Golias.
[Ah, sim, eu não assiti ao jogo, devo esclarecer. Dei uma passadela d'olhos enquanto rumava ao meu fantástico closet de 521 portas a fim de arrumar-me para um baile que Lucrécia Bórgia oferecerá em minha homenagem mais tarde. Mui significativo a escolha da data para tal convescote, pois não? 12 de junho... Mmmm, sei não...]
Entretanto, confesso-vos que gostei de ver o olhar ensandecido do Zico, aquele que se julga ser o maior qualquer coisa do mundo, atônito, vendo a Austrália virar o jogo de forma espantosa. É, já não se fazem mais australianos como antigamente, pois a empáfia do Galinho de Quintino deveria ser o suficiente para deixá-los em casa pegando umas ondas e comendo aquelas carnes maravilhosas enquanto assistem Crocodilo Dundee. Oh, o futebol...
E Ronaldinho será tema do próximo post. Aguardem-me, caríssimos.
Osculando-vos deveras, despeço-me.
Adeus,
Miss_Lex ®
[Aianã!! Sabias que a música tema da seleção canarinho é Epitáfio? Preciso dizer-te mais alguma coisa, caríssima?]
[p ç: Eu çou a Aianã e quero dize para voçês que o estromdo que vossês ovirum foi um grito pavorozo que a Dona Miss_Lex ® deu quando acabo a partida do Estadous Unidus e aquela lorada que eu não cei dize o nomi. Ela gritou ansim:
Rá, rá, rá! Mais um império caiu!!
Tadinha dela, ächu que ela é doida...]
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Domingo, Junho 11, 2006

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Sábado, Junho 10, 2006
Caríssimos:
Saudosos, pois não? Entoces, cá está Miss_Lex ® diretamente da ... Alemanha!
Espantados? Ora, não vos espantais, amados. Não, não quero nem saber de Copa. Baixei em plagas frankfurtianas a convite de meu inesquecível Gueguê. Perdão. Goethe, para vós, os mortais. Notem que, conforme a importância da personalidade, as iniciais que configuram as alcunhas de seus amantes tornam-se mais elaboradas: Virgínia Lane teve seu Gegê, Miss_Lex ® é dona de Gueguê. Estou em momento star, não levai em consideração, caríssimos. Até porque tive um encontro com Cafu, vejam o registro.
Portanto, em estando em terras germânicas nada mais natural que vos informe das notícias futebolísticas que, feito um alien abóbora, invadiram vossas mentes, corações, ouvidos e pele. E o faço ainda que esportes suarentos não sejam meu forte.
Dada aos sabores das conjecturas, Miss_Lex ® lança sua certeza sobre a equipa campeã do mundo. Alemanha. E não que esta Miss queira puxar as brasas para sua sardinha, ou por estar a alimentar-se de kassler e bossler e tudo o mais que for de comer-ossler, que vaticino desta maneira tão peremptória a fim de agradar meus algozes, digo, hospedeiros. Trata-se tão somente de constatação óbvia. Além do velho continente estar precisando de uma forcinha, a Adidas é a patrocinadora da seleção germânica . E chega de Nike. Agora é a hora da Adidas: alemã por sinal.
Mui significativo não? Confesso-vos que esta coisa de ser a hora da Adidas levar a Copa é teoria de minha cara Mestra Gilda. Sim, Miss_Lex ® permite ter os pensamentos guiados pela colossal Gilda Körff Dieguez. Que é descendente de alemães por sinal. Oh, quantos sinais. Só me falta aparecer o Mel Gibson com seus olhões de pires neste post. Ops. Já apareceu. Mas que eu pensei em alguma seleção européia como dona da Copa, ah pensei. E antes de Gilda, que Miss_Lex ® está sempre na vanguarda da filosofia futebolista.
Kaká - aborrece-me deveras ter de escrever o nomezinho do rapazola com k, estrangeirismo desnecessário. E se alguém disser que ser Miss também o é, respondo com a seguinte frase: Eu posso! E pronto. Sim, são duas sentenças, mas os caríssimos estão por demais cientes de meu parolismo infindo.
_Miss_ Fräulein_Lex ® de Otan, a Kaká!
Ah, sim, Kaká... Obrigada por recobrar-me o fio da meada, Gueguê. E, por favor, deixe esta caneta de lado, não quero mais lhe ditar Fausto. Escreves mui lentamente e isso é o diabo, arre!
[Para contextualizá-los: Fausto é de minha autoria, outro mais não poderia sê-lo que não eu, o significado exato do vocábulo. Estou a fazer de Goethe somente o meu punheta de ditamentos: adquiri uma tendinite e uma insidiosa dor na lombar em virtude de minhas pequenas pulseiras oiradas e rubisadas. Portanto, necessito de um escriba. Punheta? Horrorizados com o termo? Tsc, tsc... Vós sabeis que Miss_Lex ® domina o léxico de todos os idiomas, não? E, em Portugal, punheta significa à mão. Compreendeis agora? E uma dica para a próxima Páscoa: Punheta de Bacalhau, um manjar.] [Só para escrever a palavra mais uma vez. ]
Estão a encher a bola do evangélico e agora não mais virginal jogador: o guapo já casou, já deu, digo, já comeu, e espetou os cabelos, agora tem cara de mau, e, portanto, livrou-se da alcunha de Kaká, o Kasto. Sim, Kaká. Que é patrocinado pela Adidas e está em processo de transferência para o Real Madrid, onde Goethe me informa jogar Roberto Carlos, e que, ao saber do fato, confesso-vos que meu turbante sofreu um rito espasmódico: eu não sabia que o cantor já tinha feito um transplante canelal. Ah, a tecnologia...oh my!!
Mas pensais com esta deliciosa Miss, caríssimos: nada mais óbvio do que incensar um legítimo representante da elite branca do Alckmin com o fim de arranjar uns cascalhos a mais na transação futebolística. Nessa incensada ao carinha aí, ganham Zagallo, Parreira, Oliveira, Macieira e todas as demais árvores que compõe o maravilhoso mundo da caixinha de surpresas mais óbvias do mundo que é o... futebol! Adivinharam, hein?
[Só para deixá-los mais íntimos de Gueguê, futebol ele também odeia. Tem verdadeiros acessos quando se toca no nome de Charles Müller e apoiou integralmente Lima Barreto, meu Lili de Todos os Santos-Méier-e-adjacências em sua troça ao esporte. Lima chegava à consciência de chamar o esporte bretão de bola-pé, tamanha sua raivosidade para com este espetáculo tentáculo do poder que é o futebol.
E eu e Gueguê passamos a abertura da Copa abrindo nossas mentes. E posso dizê-los que a mente de Guguê atingiu um êxtase intelectual tão grande que, entre um hipérbato e outro, diante de tamanho deleite corpóreo-cerebralístico, o escritor, entorpecido, permitiu-me dar-lhe umas dicas para seu livrinho O Sofrimento do Jovem Werther. Disse-lhe que a história estava démodé, que ninguém mais lia e o obriguei a fazer uma revisão: o romântico não mais será um reles amanuense e sim um bravo Big Brother. Machado, meu Mamá - saudades, Mamá... - disse-mo que daria uma forcinha a Goethe na empreitada e mandou-lhe por email sua Teoria do Medalhão.
Ah, o que não consegue uma mulher em momento de gozo do saber, pois eis que Goethe já fez sua revisão, contrariando o que este mesmo Werther nos dizia em seu sofrimento negro de paisagens idílicas. Que rapidez de meu amnte, digo-vos, amigo. Pois Werther já se nos apresentada bombado, com os cabelos revoltos, é tatuado e tem um piercing na região, digamos, genital. E é modelo e manequim, fazendo CAL porque sonha ser ator. E parece-me que sua Carlota na verdade é Carlos Manfredini, escritor italiano à la Bukowski, segundo a nova crítica muderna, e que fará muito sucesso na Flip do próximo ano. Dizem até que ele lê o blog da Cora Rónai e ama a capivara, os gatos e os pés da moça. Um demiurgo, como bem podeis notar. O Carlos, não o Werther. Este lê Miss_Lex ®, é um homem inteligente, como bem podeis notar.]
Diante de tão espetaculares teorias conspiratórias, que hão-de tornar-se reais, os caríssimos verão, despeço-me torcendo infinitamente pela Angola.
[Pepetela, aguarda-me na festa de entronização dos campeões mundiais, sim? ]
E ainda tem a história do bolha da Ronaldinho. Mas amanhã eu falo sobre isso.
Ósculos.
Adeus, caríssimos.
[Aianã, desligue a TV. Equador e Polônia é espetáculo grotesco até para quem não entende de futebol...]
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Domingo, Maio 07, 2006
Estou em recesso. Convidaram-me para um churrasco com pagode, futebol e cerveja. Preciso recuperar-me. Volto logo, esperai.
Adeus, caríssimos. Osculo-vos.
Miss_Lex ®.
[Aianã, suma da minha frente!]
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Sexta-feira, Abril 21, 2006
Caríssimos:
O danado do cosmonauta voltou! Esteve aqui em meu castelo-farmácia antes do convescote organizado pelo Presidente Lula-lá-onde mesmo? e trouxe-me os calçadinhos espaciais. Ufa, quanto transtorno o episódio da ascensão de meus sapatinhos de couro de cobra-mameluca-de-rabo-preso não me causou!! Porém não mais do que dois acontecimentos ocorridos esta semana. Sim, Miss_Lex ® fala da separação de Xxaanddyy e Carla Perez e do nasçemento - sim, escrevíamos assim no século XIV, Miss_Lex ® é conservadora na questão vocabular - de Suri, a filha de Tom Sur [tado] Tom Cruise, o ex-homem mais lindo do mundo nos anos oitenta.
Este desenlace casamentício fez tremer o Pelourinho, a Igreja do Bonfim e a Mansão do Axé. E também meu coração. Dona Canô está rezando uma novena e ACM quer dar colinho para Carlinha. Caetano disse que vai dar para o Xxanddyy também. O quê, exatamente, eu não sei... Xuxa está de olho em tudo, é chegada a uma baianada, se é que me faço entendível... Miss_Lex ® só sabe que enviará um telegrama de felicitações ao Xxxaanddyy. Entendeis vós que sua carreira anda em baixa e Miss_Lex ®, altruísta como sempre, dá a dica e já aqui inaugura sua nova assinatura: a dele, não a minha, compreendeis vós. O motivo do telegrama é tão somente para dar uma forcinha ao mocetão, pois que, dobrando todas as letrinhas de seu nome e contraindo desnúpcias, pode ser que ele, enfim, consiga casar-se com a matriz da Carla Perez, o cantor água-sanitariado Michael Jack - eats your - Son - be careful!
Quanto a Suri, é um mimo de bebé. Douda como o pai e linda feito a mãe. E já nasceu declarando que se manterá virgem feito à mamãe e à la Sandy & Júnior por anos e anos e anos. AnOs, eu disse! Um assombro esta criança! Dizem que Suri, a nefelibata mirim, já está escalada para um novo filme de Rôliudi: "Suri Name, o país das meninas que se chamam Suri".
[Péssima, eu sei. Não ando bem, caríssimos. Fui assaltada em meu castelo, meu humor está no chão. Uma horda de pigmeus fez-se penetrar na calada da noite em minha humilde mansão e ousou usurpar meu Urbano Lugris mais preferido. Mas acalmai-vos, esta Miss que vos posta tem contatos pelo mundo e, logo, logo, uma outra pintura às minhas mãos há-de chegar.]
Sem ósculos hoje. Perdi meus óculos. [Outra péssima... Arre, humor miserável!]
[Aianã, ligue o vídeo-cassete. Quero assistir Cocktail. Não... quero ouvir o É o Tchan. Não... quero ler a biografia de Baby Consuelo. Não... quero dormir. Aianã, desligue os aparelhos.]
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Quarta-feira, Março 29, 2006
Pronto: a aventura está em desenrolo. Aproveitai, caríssimos, aproveitai...
Miss_Lex ® andou com a cabeça nas nuvens, com bem vos sabeis, pois não? Assuntos extraterrenos clamavam por ser resolvidos: o Et de Varginha tomou posse na Câmara dos Vetereadores de Plutão e exigia presença desta que vos posta ao seu lado: Miss_Lex ®, um ser indispensável. Outrossim, São Jorge queria-me por perto e uma viagem a Lua se fez urgente. Aproveitando os ensejos, pus-me a caminho e para o espaço embarquei. Oh, tempos atrás que não voltam mais! Um trânsito feérico, uma agonia de et´s vendedores de chupetas piscantes, os bichinhos - sim, bichinhos, porque com et Miss_Lex ® não segura a onda não! - acotovelavam-se no vidro de minha nave particular e, com seus dedos imensos, intentavam tocar a face marmórea desta pobre Miss. A altivez e o semblante velasquiano de Miss_Lex ® causam impacto até no periélio... [Local este, cá entre vós, de um estupendo calor. Ces´t la vie...]
Pois muito bem. O tropeçar dos etzinhos a minha volta causou-me uma fúria incontida. Meti o pé no freio, abri a porta e, só com esta atitude, lancei três demoniozinhos abobada celeste afora! Cambada de cabeçudos cricris! Porém, Miss_Lex ® quando sua compostura perde, perde também seus delicados sapatinhos, posto que se põe a sapatear de forma admirável: junta é gente para assistir ao espetáculo, caríssimos! E eis que se deu a melódia: justo meu Fernando Pires preferido pôs-se a levitar espaço sideral. Tentei correr e alcançá-lo, contudo, meu motorista, Yuri Gagarin, não permitiu que eu o fizesse. Dei-lhe razão, uma dama de turbante não deve sair pela aí correndo descalçada de um pé. Contrariada, resignei-me e seguimos viagem. Meu cavalo havia emprestado-me uma de suas - irgh - havaianas, eu não haveria de descalça estar e foi assim que em Plutão desembarquei. Dia seguinte, todo o planetão estava a calçar havaianas e como eles conseguiram isso eu não sei. [Sim, há contrabandistas em Plutão, é duro, mas devo admitir-vos-los!] Miss_Lex ®, a Carlota Joaquina daquela terra de Charon. Coisas de um povo ignaro...
Baile vai, baile vem, uma chegadinha até a Lua, um encontro com Jânio Quadros, Pessoa e Rimbaud, os lunáticos de plantão,e nada de consolar-me devido à falta de meu sapatinho de vison. Não suportava mais aqueles chinelos ridículos que, além do mais, não combinavam em nada com minhas trinta e sete saias de organdi. Jorge da Capadócia ofereceu-me os préstimos de um rapazinho que estudava na NASA e andava a fim de dar umas voltas pelo ar, sendo inclusive estimulado pelo nosso excelso presidente da república de Bana... desculpem, do Brasil. Ora, caríssimos, meus bens são as coisas mais preciosas deste mundo, e dos outros também, e os caríssimos não pensais que ia deixar isso barato!
Imediatamente mandei um fax para o Lula ordenando-lhe - todo mundo manda no Lula mesmo, por que eu não o faria também? - que enviasse alguém para resgatar meu mimo de solado de cascavel surucucu. Meu celular é um Nokia de 1,00 com câmera e o escambau e pega que é uma beleza, sabei vós! Prontamente, o presidente do PT orquestrou uma expedição, pagou trocentos milhões de dinheiros a uns russos que estavam sem fazer nada em terras ex-vermelhas e doidos para dar uma fugida com as marcianas - são belíssimas, precisai ver: três seios, duas nádegas e línguas caracolescas! Feito isto, Gagarin pôs dez no viado e trouxe esta velha Miss de volta a seu castelo. Isso foi ontem, mais ou menos, ainda estou confusa com o fuso-horário, tonteio-me um tanto ainda.
Só sei que a expedição está formada e dentro de instantes sai em missão. Dizem que os cosmonautas - vocábulo menos capitalista - estão é a viajar na Soyuz TMA-8 para transportar à ISS a 13ª expedição espacial, a "ISS-13", que é integrada pelo russo Pável Vinográdov e o americano Jeffrey Williams, para substituir seus respectivos compatriotas Valeri Tokarev e William McArthur, da "ISS-12", moradores da estação internacional desde outubro passado. As más línguas dizem que foram despejados de seus quartinhos e lá fizeram um puxadinho, no entanto, Miss_Lex ® não se arriscou a conferir, favelas espaciais não são do meu agrado.
Esperou que o tal brasileirinho obtenha logro em seu intento porque se ele não trouxer meu sapatinho de volta rasgo-lhe a fotinho que me ofertou! Cambada de et's girolas!
[Aianã, traga um pouco do queijo que Jorge colocou numa sacola do Carrefour Lunar. Vou assistir à final do BBB...]

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Terça-feira, Março 28, 2006
Sim, caríssimos, retorno de longas e sepulcrais férias. Estive em passeios delirantes e mastodônticos, porém nada houve que me abalasse a calma, posto que essa é uma das minhas maiores características, se é que os caríssimos entendem... E, como bem disse meu amigo Nietzsche, não há fatos eternos como não há verdades absolutas.
Entonces, em sendo assim, preparo um novo arsenal de aventuras que hão de deixar os diletos e ansiosos discípulos de mandíbulas arriadas. Nâo, nada posso antecipar. Estou assistindo ao BBB enquanto Aianã coça minhas costas. Aguardai-me, caríssimos.
Miss_Lex ® desmanicura-se, mas não perde o rebolado!
[Mais para baixo, Aianã! Coisa...]
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Sábado, Janeiro 28, 2006
Miss_Lex ® abandonada em seus filosóficos aposentos, uma vez que seu cavalo - aquela mocinha esquisita que a psicografa - ainda está a tartamudear línguas estrangeiras sob o céu azul de Jano, larga-se aos sabores das conjecturas de forma incessante. Deste modo, apresento-vos meu mais novo pensamento. Treimei diante desta exposição, caríssimos!
Galináceos. Me parece não ser de todo mal pertencer a esta espécie, pois ao menos estes animaizinhos logram relativo suceeso ao intetarem voar. Com seus vôozinhos histéricos conseguem fazer sombra no terreiro.
Eu vos disse que era uma bomba...
Adeus, caríssimos.
[Aianã, passe um telex para Ícaro. Anseio vê-lo com urgência urgentíssima...]

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Sexta-feira, Janeiro 13, 2006
Caríssimos:
Há mais Miss_Lex ® aqui e aqui.
E uma estréia se deu no mundo bloguístico ao expulsar deste 2005 demeudeus. No botequim, letras. Nos Olhares, bem, olhares, evidentemente...
Os caríssimos hão de desculpar minha ausência. [Não, não se lance aos meus pés, rapaz! Já disse que não gosto que me toquem nas partes muito baixas...]
Meu cavalo deu para ficar em quartos descobrindo ferramentas e cordas. E para andar com a cabeça nas nuvens também...
Adeus, caríssimos. Osculo-vos.
Miss_Lex ®.
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Quinta-feira, Dezembro 22, 2005
Caríssimos:
Conforme o prometido, eis minhas aventuras machadianas. É comprido, eu sei. Mas não quero capitular. Dá muito trabalho. Leiam num jato. Vai começar. Terceiro sinal. Por favor, desliguem o Messenger e fechem o Outlook. Não comam e nem bebam durante a leitura. Miss_Lex ® agradece a todos a presença.
Rio de Janeiro, história sem data. Só para situá-los, Pereira Passos ainda não havia crescido o suficiente para implantar a Paris de seus sonhos nesta cidade maravilhosa.
Prossigamos.
Recém chegara da Alemanha, aprazível paragem na qual estive a convite do charmoso Thomas Mann. Ajudei-o com sua Morte em Veneza: minhas feições são celestiais e, portanto, o pequeno Tadzio foi inspirado nesta Miss que vos posta. Porém, como sempre se dá, o fastio lança suas garras sobre mim e decido mudar de ares. Eis que o Rio de Janeiro tem a honra de contar com a mais nobre dama dos salões mundiais: eu.
Badalei sem parar e, por conta de meu espírito, digamos, libertário, achei por bem procurar os céus para purificar minha carne. Se bem que a falta d'água na cidade carioca era tão intensa que usar água benta do salão paroquial muito me agradava.
Vida que segue, Miss_Lex ® sempre catita e airosa, lavava seus pecados na água benta da Igreja da Lampadosa e cheguei, vejam só, a tornar-me freguesa do confessionário. O padre, circunspecto como todos o são, não cuidei nem de guardar o nome porque dia sim, outro também, obrigava Miss_Lex ® a desfiar seu rosariozinho de contas doiro em intenção de Nossa Senhora. Pelo menos umas 17 vezes. Por hora. Bem, ele fazia parte de uma clerezia, era um padre herético como bem podem notar. Ah, sim porque fazer Miss_Lex ® desmanicurar-se de tanto rosarear é coisa de mouro, ah, se não é!
[Acaba de chegar em minha memória o nome do vigário. Vigário Ista. Sim, meu cerebelo está são, aliviem-se, caríssimos.]
Pois muito bem. Entre uma rezada e outra, meus perfeitos ocelos costumavam passear pelo igrejório e, invariavelmente, esbarravam num rapazito mulatito a incensar a nave igrejal, o altar, o confessionário, a bancada eclesiástica, enfim, tudo, tudo que fosse relativo às coisas divinais. Ah, e como o travessinho admirava por deveras espalhar sua fumacinha por debaixo do escabelo Lexiano - sim, eu possuia meu próprio banquinho, influência papal, sabem? Oh, como era gentil aquele adolescêntulo a turificar as saias de Miss_Lex ® com um ardor tanto que esta pequena Miss sentia-se como que liberta quae sera tamem de todos os seus pecados...
Não, não me quedei de amores pelo pequeno, naquela época tudo o que Miss_Lex ® às crianças devotava não passava de puro afeto sincero. Graças ao bom Deus, livrei-me destes instintos maternos, ao menos valeu a pena aqueles tempos paroquiais haja vista que meus pensamentos não iam além do meu desejo de purificar a alma minha. Hoje, crianças, out!
Depois de certo tempo, aquela rezadeira acabou por enjoar-me e dela larguei... Jamais estaria em dia com o Magnífico, nada havia de livrar-me dos prazeres da carne, do frango, da galinha e do guaraná. E, além do mais, minha fase de papa-hóstia já havia se dado lá pelos tempos de 1500 DC, com Lúcrecia Bórgia, os caríssimos devem recordar. E foi justamente mesta época, quando eu comecei a professar o ateísmo, que tornei-me madrasta de santo, mas isso é historieta para outro dia.
Então, Miss_Lex ® decide permanecer por mais um temporada no Rio de Janeiro, a sociedade carioca, embevecida de tão garbosa conviva, assídua nos minuetos e nas polcas, clamava por minha estadia em terras maravilhosas. Deixei-me ficar, caríssimos. E por mais alguns anos. Hoje elevo graças ao Altíssimo por esta atitude e, já já, vós ireis saber.
Pois vamos ao que interessa. Chega de rame-rame.
Flanava eu pela Rua Do Ouvidor, reduto do jet set de então, quando tenho minha sombrinha violentamente arrancada das mãos por uma insolente rajada de vento. Desarvorada com a impertinência daquele mistral, impreco violentamente contra Zéfiro que corrige seu erro de rota fazendo com que, não mais do que de repente, gentil senhorita consiga alcançar meu objeto diluidor de sol e calor. Ofegante, com o peito subindo e descendo dentro do decote, lança-se em minha direção trazendo consigo minha sombrinha como se esta fosse um troféu.
_Oh, cara Miss_Lex ®, quanto prazer em poder falar-lhe! Quisera eu um terremoto sacudisse as entranhas desta terra para que eu pudesse salvá-la!
_Menos, minha filha, menos. Já falamos muito de sombinha por aqui, disse-lhe eu com muita gentileza, a mocinha era uma gracinha. Tomemos um chá, caríssima. Despenteei-me mais do que uma palhaça e preciso refazer-me do susto.
Coffe shopp é coisa antiga, caríssimos, pois esclareço-vos que a Livraria Garnier já em priscas eras proporcionava o prazer maior que um beletrista pode ter: chá e livros. Isto posto, conto-lhes que nos aboletamos numa mesa no local e que o nome da mocinha era Carolina, um doce de criatura.
_Oh, Miss... Bendita seja esta convergência de nossos destinos! Há muito já ansiava conhecê-la. Escrevo mui bem e gostaria de mostrar-lhe meus originais. Tenho versos em sua homenagem.
Mal tive tempo de agradecer-lhe, pois como todos sabem, os acontecimentos da vida de Miss_Lex ® vêm aos trambolhões, porque um desastrado senhor derruba o garção que equilibrava o chá da menina Carolina e as dezoito doses de absintho de Miss_Lex ®, Não espantai com a pouca quantidade de bebida, não convinha beber muito em livrarias, era meu dever manter minha reputação.
_Oh, senhoras. Perdoai. Estou um tanto aéreo hoje. Permitam-me apresentar-me: sou Joaquim Maria, o desastrado redator do Diário do Rio de Janeiro. E bem sei que és Miss_Lex ®. Honrado estou!, e beijou minha mão, ui!
Ali havia coisa e minhas narinas de longe alcançam cheiro de bestunto rico. E aquela carita não me era ignorada. Armei:
_Nobre senhor, não há nenhum problema. O garação sofreu apenas uma entorse na patela esquerda e dez dias de imobilização e Cataflan duas vezes ao dia o farão pronto para outra. Convido-vos, o senhor e a senhorinha Carolina, para um chá em meu castelo.
Aceitaram, claro, e escuso-me de dizer que o homem ficou pasmo diante de minha sapiência ortopédica.
Lá chegando, observamos que Aianã banhava minha bonequinha de estimação, a Tupica Lina. Oh, como eu amava aquela boneca! Do pátio, assopro-lhe um beijo e sigo com meus amigos para meu humilde castelinho.
Joaquim espantou-se diante do brinquedo, teceu-lhe elogios e tal, mas sua boquiabertice não foi maior do que a que sentira diante de minha biblioteca. A de Alexandria era nada comparada à minha. E até a múmia de Cleopatra estava por lá, aquela insuportável! Os caríssimos decerto não ignoram que tive uma rusga com ela, pois não? Ah, ignorai? Pois bem, conto-vos depois. Ora, estou cheia de ganchos, pena que, feito o Capitão, atrapalho-me toda com eles, ninguém me lê mesmo... Mas, bem, deixemos de lamúrias e sigamos em nossa historieta.
_Miss_Lex ®! Pasmo, pasmo, pasmo estou!
_Oh, eu também , Miss!, notei que Carolina já estava de olhos compridos para cima do moço e para a livrarada era olho nenhum e mesmo se ela tivesse três, doaria um para outra visão que não a do Maria. Miss_Lex ® é sagaz, não perde nada...
_Ora, bobagem, caríssimos. Precisam ver a minha biblioteca virtual. Mais de 512.798 títulos no meu pc. E ao alcance de um clique!, tirei onda.
Dito isto, Tupica Lina já lavada e vestida como uma cigana é entronizada em meu gabinete livresco. Era boa boneca, não sujava o tapete e tampouco me pedia bonecas Barbie. Era muda, falava com o olhar. E pedia coisas que vós nem podeis imaginar, caríssimos!
Maria por ela encantou-se. E também por mim. E por Carolina nada, hohoho! "Papei o cara!", pensei eu.
_Miss_Lex ®, eu a conheço há muito... , enrubescera ao dizê-lo, era tímido o Mamá, ai, que prazenteiro rapaz!
_Eu a incensava, talvez a Miss não se recorde...
Pronto! Eu sabia que estes olhos que a terra não há de comer não se enganavam. E que tampouco minha memória olfativa estava adormecida. Oh, como amei naquele momento as minhas fossas nasais. Sim, pois que elas foram as descobridoras de que Joaquim Maria ainda trazia um restículo de incenso na alma e que este era o perfume a evolar sublime de seu corpo indo alcançar meus primitivos instintos. Joaquim Maria era o coroinha da Igreja da Lampadosa! Ah, o tempo iracundo que despista as paixões...
_Menino coroinha, és tu! Mas quão espadaúdo estás, meu belo! Ora, regozijo-me em revê-lo! Toda minha alma está em júbilo. "Sem falar da minha carne... ", isso eu pensei, claro.
Carolina a tudo assistia e tinha o olhar tão macambúzio que achei por bem devotar-lhe maiores atenções.
_Menina Carolina, disseste-me que escrevia coisas... Mostre-nos qualquer dia desses.
_Oh, Miss! Faço-lo agora! Corro até minha casa e apanho meus escritos num zás-trás!
_Não corra, pequena criança. Disponibilizarei meu tílburi para Vossa Gracência. Aianã, gritei em direção ao living room, mande aprontar Pégasus. Senhorinha Carolina está de partida.
Feito isso, a mocinha ruma ao encontro de seus escritos. Eu e Maria, por fim, achamo-nos sós. "É agora", pensei. Eu estava muito pensativa naquele dia, caríssimos.
A ausência de Carolina foi o que bastou para ter aos meus pés Joaquim Maria, o redator desastrado.
_Miss, amo-te. Desde miúdo, quero-te! Ouso desejar ser seu criado. Ordena, que eu cumpro. O que for preciso para estar a seu lado, eu o farei! Posso ser o que quiseres. Serei teu mantelete, se for de desejo teu.
_ ..., eu.
_Se bem que posso também ter função mais útil. Posso ser teu escriba, escrevo assim-assim, e não farei feio ao redigir as cartas tuas. Dar-te-ei uma pequna demonstração de minha inclinação para as letras.
E, de improviso...
"_Éramos sempre cinco, alguma vez sete:
O mavioso rouxinol das Primaveras.
O melífluo cantor das Esperanças.
O inspirado autor das Tentativas.
O obscuro escritor destas verdades.
O quinto era um menino... uma verdadeira criança: não tinha nome, e posto que hoje
todos lho conheçam, não me convém a mim dizê-lo neste lugar, e tão cedo..."
E prosseguia
"_Crisálida é ninfa, é princípio de transformação, aurora de existência, semente de formosura..."
_Veja, publicarei isto num livro! Gritou Machado. Tu me foste a inspiração para as Chrysalidas, gentil senhora!, ai, que homem lindo!
Caí do pedestal de vez, caríssimos. Apaixonei-me ensandecidamente por Maria. Entendi que nas suas palavras residiam metáforas que em mim encaixam-se perfeitamente bem até hoje. Eu era o Rouxinol de Machado, a sua cantora das esperanças. Eu era a Tentativa do rapaz de dar um sentido à sua existência. E o menino que ele citara por último é ele próprio, o escritor adoentado de desejos por MIss_Lex ®. Oh, gênio... Oh, Joaquim Maria Machado de Assis!! Eu o reconhecia mais uma vez, Maria tinha esse dom, morava em muitas gentes, era senhor de muitos fatos e de todos os lugares e assim ainda o é. Maria, Machado, meu amor, meu imortal. E ninfa e princípio de transformação e aurora de existência, bem, isso está bem óbvio: é euzinha mesmo!
"Vai rolar", pensei, já ajeitando o espartilho-silicone.
Nisso, toca meu celular. Raios de modernidade! Miss_Lex ®, sempre com o futuro a correr atrás da rabeira de suas saias, já naquela época era dona deste praga que hoje assola vosso mundo. E o desgraçado tinha que cuspir o Brasileirinho bem no momento em que eu estava prestes a voar nos braços de Machado. Oh, ódio!
_Minutinho, Mamá, pedi arfante. Alô? Como? Mas por quê? Não! Não podes fazê-lo! Escuta-me! Retorna ao meu castelo. Precisamos falar-mo-nos!
Era Carolina. A moça estava doidinha por Machado. Sempre há uma para empatar minhas paixões e, como em tantas outras ocasiões, nesta passagem de minha augusta vida, era à bonitinha que cabia o papel de empatadora... Carolina ameaçava contra sua vida, caso Machado concretizasse sua paixão por mim. A moça não era boba, a tudo percebera. Era perspicaz e esta sua atitude extremada fez-me vê-la de um modo ainda mais admirativo.
_Meu amado Mamá: temos um problema. Um problemão. Daqueles...
Machado de Assis nada dizia. Atônito, com o súbito ringar daquele aparelho dos demônios, deixou-se cair em meu trono e, de lá, lançava-me olhar de desejo tanto que esquentava minha carne trêmula mais do que ferro de passar a vapor, caríssimos.
Ora, eu tenho escrúpulos! Ok, de vez em quando, mas tenho. E não podia deixar que mocinha tão gentil e simpática desse cabo de sua vida por um amor não correspondido. Eu já havia vivido muito, tudo já conhecia e a ousadia da pequena Carolina em acabar com sua existência, comoveu-me deveras. Miss_Lex ® é altruísta e altaneira, deseja que o amor seja sempre vencedor. [Rima linda não? É Machado a inspirar-me, caríssimos...] E, além do mais, eu tinha um trelelê a resolver com Eça de Queirós...
_Não, Miss_Lex ®! Imploro-te! Casa-te commigo! Vamos à pharmmacya!, Machado principiava a falar um português difícil, acho que ele estava nervoso...
_Meu amado coroinha, o amor é soberano. O amor de Carolina é puro, como ímpio deve ser a paixão entre dois amantes deste século. Carolina sim é mulher para ti, caríssimo. Eu sou mulher etérea, descaída dos céus e digna não sou da paixão tua. Afasta-te de mim!
Com um violento puxar de ombros, livro-me de Maria que já estava com os dedinhos ávidos em meu cotovelinho. Oh, e aquele olhar doentio de amor matava mais do que bala de carabina, do que veneno estriquinina, do que peixeira de baiano. Aquele olhar matava mais do que atropelamento de automóver, matava mais que bala de revórver. Mas eu já estava morta. Naquele momento, tornei-me seca e frígida qual um hamburguer do Mc Donalds e, desde então, nada mais há de alcançar-me! Saí da vida de Machado para que Carolina lhe entrasse na história. Que bonito isso...
Tupica, num cantinho da biblioteca, nada dizia. Claro, afinal era muda. Machado toma-lhe nos braços e faz seu último pedido.
_Pois muito bem, senhora minha. Se é ordem tua, parto. Mas deixe que traga comigo tua boneca cigana de olhar tão oblíquo. Como se fora tua presença. Guardarei-a ao meu lado eternamente. Será uma lembrança de valor inestimável e minha insiração eterna. Conceda-me este último desejo...
Fiz-lhe a vontade com muito pesar, eu adorava Tupica Lina. Entretanto, meu amado amigo merece ter safisteito aquele singelo querer. Tupica Lina seria de Machado. Para sempre.
A boneca, e aqui cabe uma explicação aos caríssimos leitores, era um lindo clone nenezístico de belo nariz altaneiro e dona de olhos cinzas e crespos, feito mar encalpelado. É que Tupica era grega e me havia sido oferecida por Zeus efoi por ele encantada. Zeus era meu fã também, queridos. Zeuzinho recriou em Tupica Lina os olhos meus. E todos os caríssimos sabem que eu tenho no olhar, um não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrasta para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Tupica parecia gente. E era. Tupica Lina, na verdade, "é" eu, caríssimos...
Carolina, que voara no tílburi em desalinho de pranto, chegou em meu castelo. Frouxamente, alcança a aldrava da porta em jacarandá-rei de reflorestamento, sou preocupada com o meio-ambiente. Aliás, sou preocupada com todos os meios. Um desmaio lhe principia. Machado, por detrás dos imensos janelões da minha bibliotequinha, a tudo observa e, cavalheiro que é, corre para acudi-la. Ao tomar-lhe nos braços, sinto que meu amado amor começa a gostar da menina. E prevejo que aquele sentimento será puro e sincero. Correm em minha face duas lágrimas. Não. Minto, três. Não, sete. Ok, confesso: quedei-me de tanto chorar por anos afio. Mas passou. Quer dizer, máômenus...
E partiram os dois em meu tílburi. Machado, atencioso com Carolina e logo lhe reconheceu a cachimônia. Até ao Centro da Cidade era chão e, como meu carro era equipado com um sistema fantástico de camêras que dão de 10 a zero nas do Big Brother, fiquei de olho neles a viagem todinha. Pude enlevar-me com a descoberta desse sentimento que habitava os corações dos meus caros amigos. E havia Tupica Lina, não esquecei, queridos. Machado amou Carolina. E eu amei os dois. Que remédio, né? E amo Tupica Lina até hoje.
O tempo passa, o tempo voa, o Bamerindus acabou e as coisas foram seguindo seu curso de coisas...
Soube pelos folhetins que eles contraíram matrimônio e que Machado proibira a presnça dos repórteres do Tv Fama e da Caras, no que fez muito bem. Viveram em gozo profundo por anos e Carolina, exímia escrevente que era, dava uma bola para Machado de Assis enquanto revisora. Não que ele precisasse, claro, mas a mocinha era realmente boa. Literalmente boa, se é que entendeis...
Vida passou, outros conheci, mas desse homem jamais olvidei. Machado ainda me corta o coração. Nem Camões maltratara tanto meu pobre peito. Ces't la vie, com diriam Emerson, Lake & Palmer.
Tempos depois, caiu em minhas mãos um exemplar de Dom Casmurro. Recordo-me que o mar estava de ressaca. Reconfortei-me: Machado de Assis cuidou de também não me esquecer!
E foi assim que quase tornei-me Miss_Lex Machado de Assis ®, caríssimos. Eu sempre soube que Carolina faria jus àquele amor calmo, todavia feroz, de Machado. Sim, eu sou uma diva dadivosa, bem sei. E também muito mais bonita do que Carolina, tá? Humpft!
Adeus. Vou ali chorar um pouco e já me volto.
[Aianã, traga-me Gonçalves Dias. Preciso lembrar-me de sua perfeita descrição acerca de meus olhos tão negros, tão belos, tão puros de vivo luzir...]
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Sábado, Dezembro 17, 2005
Queridos, saúdo-vos!!
Consegui despejar inquilina verdadeiramente enjoada que anda a garatujar por essas bandas. Sim, aprisionei meu cavalo na despensa do meu castelo e aqui, nesta bodega, seu bedelho não mais será metido, ora essa! Estupor de cavalo...ela que vá ter dramas de consciência em outras paragens que não em minha farmacita. Afinal de contas, qual o motivo da mocetona manter o próprio blog, aquela coisa invisitável, oco de leitores, senão para lamentar-se da dura vida - ah, ah! - que ela julga levar? Vós que aqui estão, ávidos desejam os ensinamentos de Miss_Lex ® e não blá-blás estrambóticos. Portanto, livrei-vos do entojo, dispenso agradecimentos. E tenho dito! Sou rainha soberana nesse estabelecimento e que ninguém ouse disso duvidar! Humpft...
E como sou uma dama deveras apaixonada por meus amant..., digo, amigos do passado, introduzo
aqui um link para que os caríssimos possam deliciar-se com o Bruxo, meu amantíssimo mestre, Excelentissimo Senhor Fundador e Eterno Presidente Dono da Cadeira Número l da Academia Brasileira de Letras, o excelso Joaquim Maria Machado de Assis. Bem, a coisinha foi produzida pela Rede Plim Plim e tem lá suas falhas, entretanto, não custa nada imaginar-mo-nos ao lado de Mamá - apelido carinhoso com qual o presentei em momentos, digamos, mais mmmm...bem, momentos mais, se é que entendem... - no velho Rio de Janeiro, esta cidade de meudeus.
Qualquer hora dessas, contar-vos-lô-ei meu idílio amoroso com Machado. Foi por tique que essa Miss que vos posta não passou a assinar Miss_Lex de Assis ®... A narrativa de minhas aventuras será vosso presente natalino. Aguardai, caríssimos, aguardai...
[Aianã, feche as cortinas. Assistirei um televisivo canal de Portugal. Lá tem o João Kleber, que inveja...]
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Terça-feira, Dezembro 13, 2005
Ontem, lia Camões e Bocage [prova do século], enquanto a televisão me assistia. De dentro da tela, oferecia-se-me um mulatão alto, requebrativo e autor de caras e bocas que beiravam o, no mínimo, curioso. Xandi. Da Bahia. Da Bahia que não sei onde está em mim. Ele dança bem, é malemolente e seria sensual se não fosse ridículo. E foi isso que me incomodou: a todo momento o olhar do colonizador, [minha herança malsã?], dele escarnecia. Dança primal, cara primitiva, uma série de pensamentos brancos-ocidentais-cristãos era desferido ao Xandi, o homem que tem na pele o que ignoro em mim o lugar de existir. E eis a questão: até onde sou colonizador? Onde está o meu colonizado? Decerto não nos meus quadris, férrea ossatura. Minha África não sei onde está. Não que eu não a deseje. Não que a deseje. Curiosidade, apenas. Entendem? Olha só, alguém viu a minha neguinha por aí?

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Quinta-feira, Novembro 10, 2005
Grécia... Ó, quantas airosas lembranças vêm meu cerebelo povoar neste momento. Aristóteles... Ai, Toti, imensas são as saudades... Platão... Onassis... Ai, Onaninho, meu peito inda suspira por teus talentos guardados em meu cofrinho...
Ó, caríssimos, estais surpreso com tamanhos suspiros e lamentos? Ora, não ficais!! Tamanha melancolia cobre meus turbantes só porque me dei ao desfrute de assistir a nova novela "Novelissíma". Ai, aquelas paragens, aquele mar, aqueles deuses... QUE DEVEM TER TODOS SAÍDO CORRENDO QUANDO VIRAM HENNRYY CASTTELLY & CIA CANASTREANDO POR LÁ!!
Queridos, haja verossimilhança interna para suportar o festival de loucuras que é esta novela! Meu Zeus do céu!! Ou vocês acreditais que Glórya Pyres, morena feito uma ameixa, possa ser irmã do lourinho mais novo galã da globo, o tal do Casttelly? Santamadrededios! E Irene Papas Ravache? Que sotaque é aquele? E Lima Duarte, lúbrico grego histriônico? E Tonny Rammos pai daquele Vitamina C, o tal do Cewin? Irmãos gêmeos seria muito mais plausível!
Bem, e fosse Miss_Lex ® vós já estaria nos preparativos para os próximos Fantásticos! Ah, sim, porque só vai dar Grécia pelos próximos oito meses, pelo menos! Famílias gregas no Brasil, comunidades gregas em Piripiti do Norte, música típica, culinária helênica, álbum de figurinhas dos deuses do Olimpo e por aí vai. Sim, porque eles começaram com aquelas lições de philosophia no programa dominical, lembrais? Ah, já era a preparação para o que estaria por vir, caríssimos. Miss_Lex ® acredita em teorias conspirativas, ah, se acredita!
Quanto à religiao do Consumo, em menos de uma semana o Banquete de Platão estará na lista dos mais vendidos; Aristóteles vai ser descoberto gay e terá sua sunga leiloada no programa do Faustão; relíquias argivas serão descobertas abandonadas no quintal de uma trineta de gregos lá em Nova Iguaçu e vendidas a preço de talentos novos para um colecionador amazonense que não permitira sua identificação e Sodoma e Gomorra será redescoberta. Bem, Sodoma e Gomorra já ressuscitaram mesmo e ficam lá, bem juntinhas, em Brasília. Disso todos estamos todos calvos de saber... E Sodoma e Gomorra não têm nada que ver com isso mesmo, mas não pude deixar de dar uma espetadinha naqueles bocórios daqueles congressistas. Miss_Lex ®, uma víbora peçonhenta...
Portanto, amados, atentai, atentai: os gregos chegaram via Globo e já os oiço declamando: "Arrá, urrú, o Shop Time, o Vídeo Show e o Fantático é nosso!"
Acudi esses pobres mortais, Zeus, acudi...

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Domingo, Novembro 06, 2005
Caríssimos:
Os formalistas russos já se deixaram estar longe de meu cavalo. Deles, a lembrança angustiante das metáforas e uma coluna travada: sim, queridos, meu cavalo está semiplégico. Como se não bastasse a paralisia do cérebro, oh, meudeusdocéu!
Agora, com sua coluna torta como um molusco em dia de maremoto, a tonta está as voltas com o new criticism. Pelo menos é idioma bretão. Se bem que ela não sabe nada de lingua nenhuma: só conhece aquela que se come com molho madeira, oh, caramba!
Aguardem-me. Volto depois do estruturalismo. Ou então, mato-a de vez!

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Sábado, Outubro 22, 2005
Caríssimos:
Ando ausente. Sim, sei que urrais sentindo a falta minha.
Explico-vos:
Meu cavalo, néscio e capadócio, anda às voltas com os russos formalistas e estes não a querem por perto. Recomendei-lhe que, travestida de cossaca, tentasse seduzir Chklovsky, Tomachevski, Jirmunsk ou até mesmo Tomachevsi, mas a anta nem ao menos consegue pronunciar estes nomes, imaginais vós se saberia mostrar-lhe a perestróika feito Miss_Lex ®, a normalista. E afianço-vos que a cavagaldura ainda que obtivesse sucesso em suas funções chechênicas, colocaria dez no viado e picaria a mula quando visse o tamanha da Opojaz deles!
Parece que minha escriba coiçuda há mesmo de ir-se com Bakhtin, eis um dialogismo mais possível e uma pronúncia nominal menos sofrível.
Pobre cavalo. Pobre Bakhtin...
Esperem-me, caríssimos, esperem-me...
[Aianã, feche as cortinas. Não estou para ninguém: começou o Raul Gil.]

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Quinta-feira, Outubro 20, 2005
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
[Vou-me Embora pra Pasárgada - Manuel Bandeira ]

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Quinta-feira, Outubro 13, 2005
Anteontem, enfadada e estremunhada por esta canícula em que se converte meu castelo nesta época do ano, resolvi assistir às novelas. Em todas obtive a comprovação que é a ditadura da estética que manda no pedaço. Ou então, Dioniso enlouqueceu de vez e também ele acredita que Priscilla Phantyn, Fernandda Limma e Dheborah Seccoh - nunca é demais umas letrinhas nos nomes desta novas divas da ribalta: quanto mais fama, mais consoantes mudas sem utilidade alguma, reparem só! - as três protagonistas das novelas globísticas, são legítimas representantes da arte de representar. E, cá entre nós, até quanto à beleza está tudo errado: destas, só se salva a Fernandda Limma. Mas calada, calada... Não é mesmo, caríssimos?
[Ai, ai, Aianã... Ligue para o Carequinha. Quero desejar-lhe rápida recuperação.]
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Quarta-feira, Outubro 05, 2005
Causou-me espanto e indignação a forma com a qual a imprensa "egüinha pocotó" tratou a morte de Emilinha Borba. Bastou sua morte para pulularem opiniões e reconhecimentos tardios e de ocasião a esta cantora que foi uma grande expressão da cena musical deste país.
Não discuto seus méritos musicais, pouco ou nada entendo de canções, intérpretes, arranjos e afins e, evidentemente, não seguirei a linha de ajuizamentos de valores usada ontem, intermitentemente, pela mídia falada, escrita e televisada - com a licença de Odorico Paraguaçu, meu rei. E música - desculpem-me, sou mal-humorada - pouco me importa.
O que a mim importa é que esta mulher foi massacrantemente utilizada pelo poder durante a escalada do seu eterno projeto de perpetuação no imaginário coletivo na década de 50. Lançam-se as idéias e o poder está sempre lá, visionário como ele só, arregaçando as manguinhas para de tudo tirar proveito - isso quando não é o mesmo poder que cria as coisas e faz com que acreditemos que ele não tem nada a ver com isso.
O rádio, em princípio, chega ao Brasil com o intuito educativo - leia-se lavagem cerebral. Mais rápido do que um raio, mais veloz do que uma lebre, descobre-se outro imenso potencial deste veículo de comunicação e toma-lhe xampus, panelas e outras quinquilharias, toma-lhe pedagogia mercantilista goela a baixo, povo equivocado e disforme!
Vi Emilinha Borba, há uns meses atrás, vendendo seus discos a dez real, sentada numa cadeira de ferro carcomida debaixo da chuva fina que lavava o Largo do Machado no Rio de Janeiro, uma belíssima praça protagonista de eventos dos áureos anos 50, e que hoje jaz abandonada e mendicante lá para os lados do Catete, bairro que abrigava a sede do Distrito Federal de então.
Com um cigarro empedernido entre os dedos e batom rosa ousando colorir a palidez de sua solidão, Emilinha Borba, a Favorita da Marinha, a Deusa dos Auditórios, a Rainha do Rádio e a mais não sei quantos quinhentos mil outros títulos, era o retrato do abandono da memória que teima em incidir neste paísdemeudeus.
Quis falar-lhe da imensa maldade que era sua presença naquele local, naquelas condições, mas não tive coragem. Revoltas poderiam surgir em sua mente e embotariam a felicidade que uns poucos passantes lhe proporcionavam naquele momento. Quis ser "macaca de auditório" por uns instantes e não consegui. Emilinha, naquela praça, sugeria um chiclete rosa que foi mastigado e cuspido no meio da rua. Para que preocupações com alguém que não mais não lhe serve? O poder tem um novo brinquedinho: a televisão. "_Ora, temos a tv, o rádio fica em segundo plano, Roberto Marinho vem aí, arrá, urrú, a massa é nossa!", comemoraram os poderosos.
Um país que não preserva sua linguagem, sua cultura, suas gentes, sua memória, jamais se tornará uma nação hegemônica, eis um redundante palavrório: disso, estamos todos cansados de saber. O que não podemos mais aceitar é que pessoas, seres sejam utilizadas de forma sistemática pelo poder e depois largados por aí, tentando sobreviver e que ainda, no seu fim inglório, acabem por se tornar alvo de comentários absolutamente idiotizados, feitos os que ouvi ontem na Rádio Globo AM, num programa vespertino dirigido por Marlene Matos - sim, ela deseja uma nova Xuxa, agora em versão estereofônica! - e apresentado sei lá por quem, e que tampouco me interessa descobrir.
A apresentadora do programinha, entrevistando Ricardo Cravo Albim em menos de três minutos, gaguejava chavões do tipo "era uma pena morrer uma representante da época ingênua deste país". Disse isso umas cinco vezes nos escassos minutos da entrevista. E mais não poderia dizer mesmo, a ilustre morta em questão não era o Serginho da "egüinha pocotó" este sim, mais interessante. Como tecer algum comentário, ao menos inteligível, essa gente que cultua o carpe diem ao pé da letra intermitentemente? Evidentemente, o crítico seguiu a mesma linha lamentosa e foi só. Pobre Emilinha, que ainda foi capaz de levar para o túmulo a época ingênua deste país. Como ela pôde ter sido tão vil, mesquinha e desagradável assim, na hora da sua morte? Não bastava ter teimado em viver anos a fio? Ai, Emilinha, que pé você é, hein?
[Só como ilustração - perdoem-me a prolixidade - a tal zinha, antes do Cravo Albim, entrevistava Fagner e, quando este começou a tecer duras críticas sobre a atual situação brasileira - e aproveito para informar-lhes que desconheço a ideologia do cantor e se ele estava certo ou errado em suas colocações - a mocinha cortou-o imediatamente, dizendo que o momento era de dizer coisas boas, não era aquela a hora de lamentos, ao que, imediatamente, Fagner retrucou que todos deveríamos nos manifestar, sim. Que o momento era duro e que não poderíamos crer que estava tudo "egüinha pocotó" por aqui. Escusado dizer que a jornalistazinha - se é que o é - ficou com voz de tacho, pena que não pude ver-lhe a cara.]
Resumindo: estou de saco cheio desta merda toda.
Pronto, falei.

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Sábado, Setembro 24, 2005
Certa ocasião, Miss_Lex ® resolveu tirar férias e achou que a Lapônia, uma parte da anatomia masculina bastante reveladora e deverasmente apreciada por ela, seria um bom lugar.
Em lá chegando e já bastante ambientada, a bela mulher passeia pela relva branca , mas seu velho companheiro, o enfado, resolve aboletar-se naquele cerebelo privilegiado pela natureza. Sem ter muito que fazer, resolve apreciar o céu, o sol e as aves quando, súbito, tem seus olhos desviados para um rapaz gordoto, estilo bonachão, mas que, de alguma forma, era bonito: a velhaca apaixonou-se de imediato, antes mesmo de ver-lhe o extrato bancário, Miss_Lex ® andava numa fase telúrica. E ele, imediatamente caiu aos meus pés, como é costume acontecer costume com a raça humana. Ai, ai, às vezes, é desconfortável ser maravilhosa...
Noel Gallagher era o nome do rapazete que tinha como qualidades a gentileza e a bondade. Gentil demais para Miss_Lex ® que, poucas semanas e algumas moedas de ouro depois, logo tratou de pular fora...
Já estão a dizer do padrão de exigência desta Miss. Nenhum ser humano neste mundo é o suficiente para mim, é o que penseis, já vos conheço. Entretanto, vós haveis de cobrir-me de razões neste episódio, caríssimos.
Explicar-vos-lo-êi-los, leitores.
Noel lembrava um pouco Michael Jackson em sua obsessão por infantes. Miss_Lex ® não participava deste ardor todo. Por este motivo, resolveu mudar de ares: talvez a Roma de Calígula, bem mais serena, sem dúvida alguma! Entendestes agora, queridos? O pior é que o doudo ainda carregava um sacão para cima e para baixo e fez-me jurar que jamais tocaria nele. Não nele, no seu saco, seu saco dele, compreendestes? Pois é, vá lá tentar entender essa gente nórdica... Sem olhos no seu caso, cem moedas em minha bolsinha. Sujeitei-me, afinal, eu não era tão rica nesta época, caríssimos...
Prossigamos.
Ao saber que Miss_Lex ® daria no pinote, enlouquecido, Noel faz-me um último pedido: se Miss_Lex ® o ajudasse a carregar seu saco enorme, ela livre estaria. E celibatário, Noel prometera, ele se tornaria.
Miss_Lex ®, mais por curiosidade do que por solidariedade aos púberes laponienses e, desejando sua liberdade, topa a empreitada para poder ir à cata de novo amor. Sim, porque Miss_Lex ® pode ser libertária, mas jamais libertina! Tendes um amante e quereis outro? Pois bem, livrai-vos do primeiro e sigais vossas vidas com o segundo! Riqueza, sim. Imoralidades sujas, não! Miss_Lex ®, uma conservadora, por mais que tal fato possa chocar-vos...
Bem, a noite de Natal fora escolhida por Noel para o transporte do saco a local por mim insabido. Carregamos o enorme trambolho vermelho relva adentro por quilômetros e aqui cabe uma explicação: naquela época, estava proibido o consumo de cigarros na Lapônia. Desconfiada, de narinas à espreita, o bom olfato de Miss_Lex ® descobre que o bonachão não era tão bonachão assim: na verdade, Noel era um contrabandista de nicotina! Além de ser companheiro de Lewis Carrol ele era também amiguinho do Beira-Mar. Não vos disse que eu tinha razão em querer picar a mula?
No meio do caminho, somos pegos pela polícia relvaviária que achou estranha toda aquela movimentação sacal. Miss_Lex ®, apavorada, tentando livrar-se do flagrante, lança-se com desespero por cima do saco de Noel e começa a gritar:
_Nico.., hunmmmm...mmmpft... [Nico de nicotina, entendestes?]
Sem chance de completar a palavra, pois tem sua boca tampada pelo crápula cínico, ela insiste e grita:
_Não!!
[Tentem gritar NÂO com a boca tapada: sai LAU. ]
E foi o que eu disse sem querer dizer, caríssimos...
_Lau!
Os policiais, atônitos, perguntam:
_Anh? Hein? Nico? Lau? Nicolau?
Noel, que de bobo nada tinha, assume a falsa identidade de Nicolau e jura de pés juntos ser pai de octogêmeos e que, naquele saco fedido, carrega presentes para suas crianças. Ingênuos, os policiais relvaviários acreditam na mumunha noelística e saem a gritar para a população que assistia à triste cena :
_Crianças, crianças! Mães, mães! São Nicolau e Miss_Lex ®!! Tudo neste saco, não passa de presentes! Não há nenhum problema!!
Pronto: estava criada, naquele momento, a lenda do Papai Noel.
Patife!
...
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Quinta-feira, Setembro 15, 2005
Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...
[As pombas - Raimundo Correia]
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Sábado, Setembro 10, 2005
Última parte
Pega com a boca na botija e o sebo nas canelas, sem escapatória, Miss_Lex ® tem um insigth ao avistar um garçom: sedutora que só ela, oferece a César uma delicada taça de quentão.
_Veja, meu caro senhor, esta bebida típica de minha terra. Beba e toda a fortuna do mundo cairá a seus pés!
Ambicioso como ninguém mais no mundo seria, César, de uma só golada, sorve todo conteúdo taçal. O pobre mal tinha percebido que um pózinho cinza havia sido adicionado à beberragem: chumbinho, hohoho! Em segundos, o meu cunhado cataplafa no chão. Mas foi dose pequena, o suficiente para deixá-lo desmaiado, que eu não estou aqui para ser taxada de criminosa, já me bastam as pericépias faraônicas!
_Lucrécia, irei na frente, encontra-me no cais. Dê um show com aquelas cobras no salão principal para desviar a atenção e depois finja um sono súbito, diga que merece um repouso e desapareça para sempre daqui. César em pouco tempo acordará e , certeza certa, virá atrás de mim!
A mocinha obedece, ruma ao ofidiário, não sem antes assistir bela rinha aracnídea de duas cantoras da mbp italiana e que acontecia atrás de um arbusto no quintal palaciano. Inspirada, Lúcrecia fez o melhor show de sua vida! Não pude assisti-lo em sua integralidade, aproveitei a distração e o embasbaqueamento dos presentes para ganhar a rua, sem ser notada. Mas cofesso que fiquei por deveras impressionada, uh lá lá!
Agarrada a sua botelharia, Miss_Lex ®, furtivamente, arrastava-se pelas sombras da cidade. Temia que César a achasse. A qualquer momento poderia reencontrá-lo e isto, definitivamente, não estava em seus planos! Ela havia aceitado Jesus e viveria em toda sua glória, nunca mais fazendo de seu corpo, a morada da luxúria e do gáudio. Anh? Como assim? Ora, esta era a histórinha pronta para recitar, caso a moça fosse inquirida por seguranças da região. Era estranho a presença da nora papilar altas horas em cidade deveras abandonada! Miss_Lex ® diria que estava fugindo para ser freira, por influência do sogro, o papa Alexandre VI. Se colaria, desconheço, mas era a petazinha fast-food para a guarda inquisitorial!
Miss_Lex ® sabia que César estava a sua procura, ouvira o tropel da soldadesca cesariana e as palavras de incentivo aos seus homens do próprio. Seu marido não admitia perder e iria até o fim do mundo atrás de Miss_Lex ®. Era preciso alcançar o cais rapidamente.
Nas ruas lamacentas e escuras, a jovem e bela mulher, arfante e espavorida, tenta imprimir maior velocidade em seus passos, o cais está próximo ,ó, graças, Senhor! Eu já estava até começando a acreditar na história do convento, vejam só!
Porém, o inebriante olor que emana de Miss_Lex ® entroniza sua presença onde quer que ela esteja e aquelas paredes escuras, subjugadas por seu perfume, vão ao chão pra beijar-lhes os pés, deixando que o monstro deite-lhe os olhos: César, redivivo, encontra Miss_Lex ®!
Auxiliada pelos anões escondidos debaixo de minhas 17 saias, antes que fosse alcançada, consegui chegar ao cais. Embarquei sozinha, eu corria perigo de vida, o escândalo estava armado e o bofe não estava para brincadeira: cadeira elétrica para mim seria até pouco!
A gôndola que contratei era supersônica e em poucas horas chego a Brocoió. Tudo estava preparado para duas pessoas e, no momento da chegada, éramos eu e a solidão: Lúcrecia jamais conseguiria escapar da sanha sanguinária de seu irmão, e assim vagavam meus pensamentos...
Alguns dias passaram e eu me consolava com revistas em quadrinhos, cheguei mesmo a desenvolver uma paixão avassaladora pelo Bolinha, Pato Donald e pela Mônica.
Porém, sabedora dos malefícios do isolamento humano e que sons de correntes e sussurros podem ser ouvidos, imagino ouvir rumores femininos na praia de frente. Ressabiada, resolvo dar um giro pela ilha. Minhas incertezas estavam certas: havia na beira do mar banhado de estrelas, uma moça desnuda! Quero dizer, não desnuda de todo, ela era envolvida por 35 cobras, cruzes!
_Lúcrécia! És tu? No meio da cobraiada? Donde estan las aranhetas?
_Chama-me de Luz del Fuego, Lex ®! Este é meu novo nome, Lucrécia é passado, está em Roma. Viveremos aqui, de agora por diante. Nós e as cobras.
_Mas viveremos de quê, Lucrécia?
_Meu agente já contactou Carlos Machado e serei vedete. Um tanto vetusta, mas vedete. Até posei para um rapaz em minhas peripécias além mar e ele há de publicar minhas excêntricas fotos num calendário. Estou nua, evidentemente. E nua permanecerei, nunca mais hei de me vestir! Economizaremos fortuna se não usarmos mais roupas!
Confesso que tudo aquilo me deixara um tanto assim, atordoada, mas mantive a linha e logo quis saber:
_Mas como fugiste de teus parentes?
_Simples! Lembra-te de teu arsenal de chumbinho?, perguntou-me Luluquinha.
_Sim, claro! Era rato que não acabava mais naquele muquifo do teu irmão, só chumbinho para dar cabo das pestas cinzas!
_Pois, então: fiz um rápido curso on-line e descobri outras composições veneníferas. Em segundos, descobri mais de mil preparados chumbados. Foi um tal de chumbinho no pão, chumbinho no croquete, até chumbinho ligth consegui desenvolver, não quis que os gordotos se sentissem melindrados, entende? Assim, com seu pózinho mágico, acabei com aqueles aristocratas de meia tigela que impediam a consolidação de nosso amor!
Pasma diante de tamanha coragem peconhenta, só consegui murmurar:
_Lúcrecia, rainha das peçonhas, venha apropriar-se do que é teu: EU!
E de mãos dadas, Miss_Lex ® e Lúcrecia Bórgia, agora Luz del Fuegão, rumam de encontro ao luar. Brocoió era pequena por demais para conter tamanha felicidade...
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Sexta-feira, Setembro 09, 2005
Parte III
Era época dos anos de César, um festão aconteceria e, batendo pezinho, informei que minha presença só estaria garantida na festança se rolasse um baile à fantasia! Eu e Lucrécia escondidas atrás das máscaras de Batman e Robin, jamais seríamos reconhecidas: poderíamos assim, enfim, picar a mula em direção a Paquetá. De lá para Brocoió, um, pulo. Ou melhor: umas braçadas.
Temeroso em contrariar-me, meu marido - e que já era apontado como meu cunhado na corte papística - proporciona o melhor baile de máscaras de todos os tempos em Roma. Ó, quanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão e César era um deles! Eu e Lucrecinha já tínhamos tudo acertado: fugiríamos de gôndola, que naquela época ainda não tinha descoberto Veneza, e singraríamos oceano afora celebrando nosso amor! Acompanhadas, evidentemente, de alguns bons tostôes e outros tantos anões. Levarmos-ía-os debaixo de nossas saias, como é fácil clandestinizar nanicos!
Festa rolando, Ivete Sangalo na vitrola, todos entretidos com a folia e corremos para o quintal, de onde seguiríamos para o cais. Contudo, César nota a ausência das mais belas super heroínas de Roma, eu!, e, como um celerado, sai a nossa cata jardim a fora, ó meu Deus, sempre tem alguém pra me empatar! Entretanto, como diria o célebre filósofo Lulu di Santos, para todo mal há cura, eu resolvi a situação: veneno goela abaixo de meu marido-cunhado!
[Aianã! Já chegou a água? O quê? A bomba queimou!? Aaaaaaaaaaahhhhhhhhhh!!!]
Aguardem, caríssimos...
[Vou matar aquele desgraçado daquele bombeiro hidráulico polonês e vou picá-lo em pedacinhos e ...]
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Quinta-feira, Setembro 08, 2005
Parte II
A simples visão da sensacional Lex ®, faz por desabar a pose de César, aquele crápula selvagem. Palácio, comida e roupa lavada, eram suas óbvias propostas. Aceitei impondo minhas condições: uma pequena mesada, um corpo de criadagem completo e 7 bauzinhos de jóias - Miss_Lex ® , cabe aqui dizer, foi a inventora dos containers...
Com todas as exigências aceitas, meto minhas quinquilharias numa carruagem 400 HP turbo e rumo ao palácio cesariano. E que palácio, caríssimos, que palácio! Um tanto quanto assim, deserto de almas, mas...
Sim, eu tinha a solidão como minha companheira, entretanto, pensando bem, a vida é isso mesmo, eu filosofava... Anões em profusão, cantoria, bebida, comida, benção papal todas as manhãs. E ainda tinha o marido montoando Miss_Lex ® de presentes. Talvez tenha sido obtida aí, nesta estadia italiana, a minha enorme mania de colecionar. Coleciono o que for: amantes, jóias, dinheiro, sobretudo, dinheiro. A máxima da vida: TER!! Aprendam, queridos.
Minha vida conjugal com Cecéu era tranquila, diria que boa, até. E, como em tudo o que é bom há sempre um senão, um empecilhozinho morava naquele casarão. O cafife atendia pelo nome de Lúcrecia Bórgia, a minha belíssima cunhada.
A rapariga era, um tanto assim... aérea e com mania de cobras ofidíacas, Lucrécia não mostrava interesse em nada que não fosse uma jararaca. Foi aí que a moça me notou, aposto! Filha de Papa e que não sabia rezar, desgostava, e muito, a César.
Cecéu, zeloso com as coisas fraternais, teimou por força, que eu deveria dar aulas de catecismo à sua irmãzinha. Aquelas coisas de deuses e santos não me eram muito na ponta da língua, porém um cascalho a mais era sempre bem visto e ele pagava bem. Mas era só isso de bom que ele fazia: pagar, liberar a verba, marcovaleriar. O resto, uma negação só.
Passagem bíblica vai, passagem biblíca vem, santinho pra lá, santinha pra cá, eis que se deu a melodia, caríssimos! A bela Lucrécia, na intimidade chamada de Luz del Fuego, e que somente mais tarde eu descobriria o porquê, catecismou com Miss_Lex ®.
Dada a proximidade de nossas eflorescências, eu, 18 e ela, 22, o amor aconteceu! A fuga era imperiosa, a família papa-nicolau não entenderia nosso muderno romance. Juntas, matutamos e chegamos a conclusão que um baile seria perfeito para mascarar nossa verdadeira intenção: desaparecer das vistas cesarianas!! Enquanto rolasse a festa, atraiçoaríamos César e fugiríamos para a ilha de Brocoió, na Baía de Guanabara. Juntas!! Nós e as cobras.
Enquanto a fuga não se arquitetava por inteiro, os encontros furtivos eram cada vez mais intensos. As aulas de catecismo constavam de uma farsa, uma tragédia, mas era a chance de estarmos a sós. E para desgraçar logo tudo, César impigia à doce Lucrécia, diuturnamente, uma sabatina. Ele alegava interesse no futuro da mocinha, mas seu desejo real era tão somente abeberar-se dos ensinamentos lexianos: da religião, das artes, das letras e das ciências y otras cositas más... Numa oportunidade, vendo o desepero da moça ao tentar formular uma história sobre São Diógenes - que jamais imaginei existir, era a peste do César a nos testar - enceno a incorporação de um espírito qualquer e saio gritando pelos corredores palacianos:
_Zimizifio Céza, aquele perna de calça quer andar de corre-corre!! Zimizifio Céza quer andar de corre-corre!
Foi o que me ocorreu no momento e revelou-se de muita utilidade já que, cessaram as arguições à Luluzinha, minha nega. Borgia, medroso que só ele, esconjurou-me e julgava-me a inventora da sessão de descarrego, propondo-me até um programa na TV. Descartei a idéia de pronto, óbvio, afinal era católica e jamais poderia imaginar que encostos habitavam os espaços acima de portais a escarafunchar-se nos corpinhos maltradados dos pobres universalistas através do umbigo, fatos que mais tarde vim a tomar conhecimento no programa do Bispo Claudiomiro. Os caríssimos precisam dar uma olhada, é absolutamente o melhor programa da tv brasileira dos últimos tempos! César, assim como Miss_Lex ®, estava a frente de seu tempo. Enxergou a religião de uma forma mui rendosa, se é Vossas Senhorias me entendem... O que importa é que não quis não, deixei a idéia pronta para o Edir Macedo mais tarde aplicar...
A idéia da fuga conjunta tomava força e deu-se, enfim, a oportunidade de cometê-la. Ó, atos desatinados, mas que valem por um danoninho: Lucrécia alimentava-me muito mais do que a um bifinho!
Preciso regar o jardim. Volto amanhã, caríssimos...
[Aianã, minhas luvas de pelica e meu avental de chumbo. Vou podar a trepadeira.]
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Quarta-feira, Setembro 07, 2005
Mãos ao turbante, Miss_Lex ® põe-se a excogitar sobre o que seria sua vida se não tivesse fugido da Itália...
Passeios pela Itália... Oh, belo país da bota, das botilhas e das botinudas. Lembra-se com muito afeto de sua amiga Lucrécia Borgia, a rainha das peçonhas. Não fora propositalmente que Miss_Lex ® passara-lhe todo seu conhecimento de alquimista, porém, num momento de extrema aflitude, um laxativo serviu-lhe para dar cabo de bocas maledicentes!
Explicar-vos-ei, caríssimos...
A Europa era o sonho dourado de Miss_Lex ®. Oh, o european way's of life, expressão cunhada por Miss_Lex ® e depois adaptada por uns americanos, sempre eles a afanar-nos de nós mesmos!!
Bem, deixemos de libelos antiimperialistas e prossigamos.
Turismo europeu sempre fora o forte de Miss_Lex e, naquela oportunidade, a estonteante mulher já contava com alguns caraminguás a mais, podendo dar-se ao luxo de maiores pompas raviolinescas. Ela resolve, portanto, aproveitar o dolce far niente dos italianos. Se é que me entendem, caríssimos...
Com sua enorme poesia, a mocinha Lex ® flanava pelas margens do Rio Reno quando, devido a uma incômoda alergia a pimenta, é acometida por uma terrível crise de espirros. Pois não é que naquele justo momento, César Bórgia, o assassino da luz vermelha, dava início à sua caminhada libertina notívaga?
Ora, o som de sinfonia esternutatória de Miss_Lex ® ensurdece-lhe os ouvidos, cega seus olhos e cala a boca de seu estômago, bucho este já ávido por uma carninha nova, coisa que Miss_Lex ® era. Sim, César apaixona-se terrivelmente por Miss_Lex ®, o que não lhes é mais novidade! Miss_Lex ® é muito gostável, queridos...
_Ferrou! pensei.
Mas, eis que me engano, como hão de verificar no próximo post.
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Terça-feira, Setembro 06, 2005
Caríssimos:
É com muita honra e alegria no coração selvagem que venho anunciar-vos minha indicação para a final do Troféu Oscar Fake do Orkut, uma iniciativa do Louro José, aquela gracinha de psitacídeo.
Sendo assim, queridos, cumprimentem-me!
[Aianã, traga 3 caixas de absintho. Hoje vou passar um pouquinho da conta...E arrume nossa farmácia para um banquete no próximo feriado brasileiro. Contrate os melhores chefs de cuisine, o melhor serviço de buffet, e cadeiras de mogno forradas de veludo canadense vermelho. Desinfete meu trono, também. Com alcohol não, Aianã...O alcohol eu bebi ontem, tu não te lembras? Limpe-o com Veja mesmo. Mas o azul, porque o verde eu gosto de beber com limão! Ai, como é difícil essa aia...]

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Quarta-feira, Agosto 31, 2005
Miss_Lex ®, como todos bem sabem, dividiu leito, gazes e fortuna com Tutankamón, o faraó menino. Sua fuga da tumba faraônica foi por deveras confusa e extenuante. Foram dias e dias a boiar, utilizando meus bauzinhos como flutuantes. Passei por maus pedaços, tubarões e mares tenebrosos. Por sorte, as correntes eram muitas e, em poucos dias, aportei em Portugal.
Miss_Lex ® extenuada, cansada e enxovalhada, tão logo pisa o solo lusitano põe-se a lamentar em voz alta e em ritmo monocórdio:
"Aiii, meu enfadooooooooo!
Aiii, que me morro de cansaço!
Aiii, que vida desgraçadaaaaaa!
Aiii, que enfadoooooooooooo!"
Dias depois, já refeita, em passeio gozoso pelas plagas lisboetas, noto que uns putinhos repetiam minhas frases e, logo, logo, toda Lisboa cantava o que ficou conhecido com o n'Fado de Miss_Lex ®. Meus lamentos caíram no gosto do povo e acabaram por tornar-se a música típica lusa. Não, caríssimos, não recebo nenhum direito autoral por isso. C'est la vie...
Portugal rende-se a Miss_Lex ®. Eu era o quinto império. Todos a amavam. Saraus eram realizados para que os patrícios pudessem inebriar-se dos ensinamentos da aristocrática mulher. Juntava era gente. Gente de todas as classes, de todos os níveis, dizem até que D. Sebastião aparecia para assistir-me.
Nessas reuniões, após minhas apresentações corpóreas e telúricas, sempre havia um olhar penetrando-me espartilho, soutien e silicone adentro, mas eu não conseguia distinguir de onde advinha a olhadura flamante. Invariavelmente, um rapaz mui donairoso postava-se a frente da assistência, mas conclui que não poderia ser ele o autor das olhadas, pois, ora, ele estava de lado!! Mas era ele, sim! Tão logo o vi de frente pude compreender o porquê de sua posição. O belo rapaz ficava de lado para que pudesse admirar-me de frente, compreendem, caríssimos??
Ao sentir que é avistado por Miss_Lex ®, o nobre vate avança por sobre a multidão e, de improviso, dedica-me alguns versos:
...Por mares nunca d'antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Fui atrás de ti em Copacabana....
De imediato, apaixonei-me. Começava aí, uma das mais lindas histórias de amor de Miss_Lex ®.
FIM
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Sexta-feira, Agosto 26, 2005
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Domingo, Agosto 21, 2005
A barata-mor e o ratão matriz vivem no Palácio Guanabara...
Adeus, caríssimos...
[Aianã, ligue para P´ssoa. Diga que esperá-lo-ei na Tabacaria.].

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Quarta-feira, Agosto 17, 2005
Miss_Lex ®, fim de semana último, foi comemorar as primaveras de Madame Patricinha na ilha que Dom Pedro fez-me presentear por ocasião do último baile do Império - mas isso é história para mais tarde... Miss_Lex ® foi a sua Paquetá. Fiz-me acompanhar de Madame Monique De La Croix, Madame Eliane de Moi, Aianã e Dagoberto Júnior, meu aio motorista de carro anfíbio. Sim, ou Vossas Senhorias imaginaram que Miss_Lex ® posaria os pezinhos na barca da Cantareira? Ora essa...
Bem, 13 de agosto, além de ser a data natalícia de Madame Patricinha, é também dia de são Roque, santo padroeiro da ilha. Em assim sendo, há uma festa que avança dia adentro e é acontecimento anual insular donde as gentes da terra estréiam suas roupas novas, penteados diferentes. No acontecimento, namoros florescem, casamentos fenecem e, a bem da verdade, tudo acaba em ressaca fenomenal na segunda-feira. Enfim, é a atividade social avidamente esperada pelos paquetinos e que vai reger suas conversações até que chegue a próxima festa. Moto contínuo, caríssimos...
Lá pelas tantas, depois dos parabenses e vários absinthos, eis que minha entourage abandona os festejos aniversariais e segue para festa rebocando Miss_Lex ® que recusava-se a abandonar sua garrafa, a esta hora já vazia e mais torta que eu, Miss_Lex ®.
Festa rolando, Miss-Lex ®, com seu élan habitual, resolve dar uma animada na comitiva e propõe a Madame Eliane de Moi a representação do papel de tietes ardorosas do grupo de - irgh! - pagode que animava o convescote. Madame Eliane, que rivalizava com Miss_Lex ® em grau alcohólico, de pronto aceita a sugestão e põe-se a berrar ensandecida na frente do palco:
_Linduuuu! Linduuuu!!
Por minha vez, apóio o queixinho no palco e dano a lançar olhares sedutores para rapazote que animava aos insulares com uma coreografia de gosto duvidoso e música idem. Eu piscava mais do que árvore de Natal de condomínio suburbano.
Foi o que bastou para que ele acreditasse que as olhadas eram reais - e não fruto de minha excelente atuação, diga-se de passagem - e oferecesse um cd a esta Miss que vos posta. Niquiquando vou agarrar o maravilhoso disco, um brutamontes de reflexos capilares avança sobre mim e, depois de socar-me veementemente na face, arranca a fulgurante prenda das minhas mãos. Desnorteada, ainda corro atrás do sujeito, mas sem os óculos - sim esta Miss é míope, nada é perfeito neste mundo... - sem os óculos e com absintho, não há olhos que funcionem, inda mais depois duma trauletada bem dada...
Volto ao palco, e delicadamente grito ao cantor:
_Aquele @#%* da ¨$@!# roubou meu cd! Me dá outro!! Anda logo!
Bem, este eu tive de disputar com uns anões que ladeavam o palco, umas criançolas de 6 ou 7 anos do meu tope, e quase saio perdendo. Entretanto, minha disposição para a luta era imensa e, enfim, arrebatei o tão sonhado cd.
Alcançado meu intento, mando dois besitos ao grupo de - irgh! - pagode e rumo de volta ao seio da minha amigalhada que ignorava a tudo, Madame Eliane foi a única prova, graças a Deus, e que ela não me venha com chantagens futuras!
Sem saber o que fazer com aquele maravilhoso mimo, aflita, busco uma resposta com Madame Eliane que, mui delicadamente, diz:
_Ah, dá esta m$#%@a pra alguém! Esse troço não valeu uma porrada!
E foi assim que presenteei minha amiga Madame Patrícia no dia de seus anos...
[Aianã, traga as compressas! Ui...]

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Sábado, Agosto 13, 2005
Miss_Lex ®, atordoada com o impeachment de Lula, acha por bem juntar seus cacarecos e partir rumo a Brasília para ter um trelelê com seu, digamos, amigo FFHH.
Em lá chegando, encontra um homem ainda espadaúdo e com o rosto, um tanto assim, sestroso.
_Que pasa, Fernandito? Donde está Ruthita? Precisamos hablar sobre las masturbaciones sociolórrrricas de la sociedad!, [eu tenho um sotaque fenomenal!]
_Veneranda Miss! Folgo em reencontrá-la. Não nos vemos desde aquele episódio do pezinho na cozinha... Por certo não esqueceste, pois não?, [vejam só a cara dele! mas que libidinoso!]
_Fernandito, chega de nhenhenhém e vamos ao que interessa! Por que apeaste o operário do trono? Acaso pensavas que aquele ainda era teu? Que só porque puseste o belo traseiro naquelas almofadas macias um par de anos, imprimiste lá teu dna? Não é assim, não, violão, tem que dar a vez para os outros!
_Miss, Miss, Misssssss, sshhh, que Ruth pode escutar! Não devemos mexer em vespeiro no cio! Ruth não está de acordo. A bem da verdade, Ruth me deseja como presidente da República Igualitária da França, do nosso país, a nossa pátria, mas é que me deu uma coisa, um troço, sei lá..., [ih, tá com comichão...]
_Fernando, escuta, caríssimo. Atenta para os ensinamentos de Miss_Lex ®, ao menos dessa vez, já que há tempos atrás tu não me escutaste e deu no que deu: viraste reizito do Brasil, e por duas vezes consecutivas! Diacho de homem mais guloso... Já tiveste teu quinhão e ainda assim não te sacias? Por certo recordas que ainda há de entregar-me algumas malas, não?
_Miss_Lex ®, minha Zéa Dircéia...
_Sem exagerações nos elogios, FFHH, que não estou para brincadeiras sedutoras! Pois que tu és bem biltre mesmo, não? Lançar aos pés do Redentor do Povo esta bomba foi de um mau gosto a toda prova! Junta teus cacarecos e tu, juntamente com teus amigos, parta imediatamente para a Lua! E leve Ruth, não a quero por aqui. Vai que ela encrenca com Leticinha..., [ Leticinha é minha papagaia, sabem?]
_Mas, Miss, eu...
_Escutaste, maganão?
_Escutei, minha querida, mas...
_Mas o quê, Fernando?
_Lá tem trono?
_Só até o Bush chegar, mas enquanto ele não vai, tu ficas esquentando o lugar, escutando as estrelas e discursando aos meteoros. E quando o Lula alunissar, nada de briga, viu? Porque, já, já, ele mais Marco Valério estarão por lá e vão levar o teu, não te preocupa. Ah, e tira essa coisa do peito porque faixa presidencial caiu de moda, viu?
[Aianã, vamos embora que já deve ter começado o João Kleber!]
[Humpft, e ainda me deve dinheiro, esse safado...]
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Sexta-feira, Agosto 12, 2005

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Quarta-feira, Agosto 10, 2005
Miss_Lex ® adora seres sublimes. Miss_Lex ® os encontrou. Miss_Lex ® entra em êxtase oftalmológico ao ler os tratados deste fantástico casal, Dra. Regina Filangi e Dr. Art
Vandelay , nobre casal de intelecto fino nesta webdemeudeus. Atentem para o dicionário Manoel Guimarães, uma publicação da Universidade Zen-Barrosa de Nhecolândia, Nioaque, Maquiné e Funilândia: divino!
Informo-vos que convidei a moça dona do Depósito Damasco para ser a "Fazedora de Mezinhas Curativas Alcohólicas da Farmácia". Enquanto ela não assume o posto por aqui, dêem uma passada por lá!
A Tonga da Mironga do Cabuletê. Quem não há de recordar desta pérola do cancioneiro nacional? Agora a Tonga é blog! À leitura, todos!
Seu chefe vos aborrece? O chuveiro quente queimou? Há um poltergeist assolando vossa morada? Então, estais no limite da razão!!
Adeus, caríssimos e não deixem de ler a fantástica história de Miss_Lex ® e o Faraó.
[Aianã, mude de canal, acabou o programa da Luciana Gimenez! Quero assistir ao leilão de jóias na CNT - Rio!]
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Segunda-feira, Agosto 08, 2005
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Sábado, Agosto 06, 2005
Se os americanos estiveram mesmo na Lua em 1969, com transmissão direta e o escambau, por que nunca mais pisaram lá? Hein? Hein? Hein?
Bandeira tremulando. Há vento na Lua?>